00h : 54min

Conheça o
Caderno + DL

Ler

Assine o Jornal por R$8
por mês no plano atual

AssineLer Jornal

Digitalização levará à 4ª revolução industrial, diz presidente da Nokia

Para o presidente Rajeev Suri, a principal característica dessa nova era é a captura e análise dados como cerne dos processos

Comentar
Compartilhar
14 SET 2017Por Folhapress15h01
O câmbio deve se tornar realidade pela digitalização de cinco atividadesFoto: Agência Brasil

Presidentes de algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo debateram na manhã desta quarta (13), durante a edição americana do Mobile World Congress, em San Francisco, os aspectos do que pode ser, segundo eles, a quarta revolução industrial.

Para Rajeev Suri, presidente da Nokia, a principal característica dessa nova era é a captura e análise dados como cerne dos processos. Segundo Suri, o câmbio deve se tornar realidade pela digitalização de cinco atividades: saúde, distribuição de energia, transporte, comunicações e produção industrial.

"Com cada uma dessas tecnologias crescendo vigorosamente até meados de 2020, nós acreditamos que atingiremos um pico de produtividade similar aos anos dourados de 1950 nos Estados Unidos", diz o executivo.

Thaddeus Arroyo, CEO da AT&T, mostrou um pouco do que deve ser a "First Responders Network", uma rede exclusiva para os serviços de emergência dos Estados Unidos.

O contrato é de US$ 40 bilhões e 25 anos de duração e prevê a integração dos serviços de emergência com sensores espalhados pela cidade.

A conectividade pode melhorar, por exemplo, o deslocamento de uma viatura, evitando o tráfego ou até contabilizando, por câmeras inteligentes, quantas pessoas estão próximas de uma situação de risco.

Para ele, as cidades inteligentes serão a consequência da nova revolução industrial. "Estamos apenas vendo a ponta do iceberg do que essas tecnologias podem ser no futuro", afirmou.

Um novo modo de produzir também deve gerar empregos. Segundo Ronan Dunne, presidente da Verizon Wireless, até 2020, as novas tecnologias em jogo devem gerar até quatro milhões de empregos nos Estado Unidos. "Estamos na fronteira de algo que deve mudar o modo como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos".

Durante a feira, que termina nesta quinta (14), as discussões giraram em torno principalmente de tecnologias como 5G e a internet das coisas, consideradas disruptivas por especialistas.

Colunas

Contraponto