Coreia do Norte ameaça se vingar 'mil vezes' dos EUA após sanções

Em um comunicado divulgado pela agência de notícias oficial norte-coreana, o regime disse que as sanções são uma 'violação violenta da nossa soberania'

Comentar
Compartilhar
07 AGO 2017Por Folhapress21h32

A Coreia do Norte ameaçou se vingar "mil vezes" dos Estados Unidos após as sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU no sábado (5) em resposta aos recentes testes com mísseis intercontinentais realizados por Pyongyang.

Em um comunicado divulgado pela agência de notícias oficial norte-coreana, o regime disse que as sanções são uma "violação violenta da nossa soberania" e parte de um "complô hediondo para isolar e sufocar" o país.

As medidas aprovadas pelo Conselho de Segurança poderão reduzir em até um terço a receita de exportação anual do país, de US$ 3 bilhões, e afetar o comércio com a China, o principal parceiro do ditador Kim Jong-un.

"Não colocaremos nosso [programa] de dissuasão nuclear na mesa de negociações" enquanto durarem as ameaças dos Estados Unidos, diz o comunicado. "Nunca daremos um passo atrás no fortalecimentos de nosso poder nuclear".

Em acréscimo, Pyongyang ameaçou fazer os Estados Unidos "pagarem mil vezes o preço de seu crime".

A declaração foi divulgada no momento em que o chefe da diplomacia norte-coreana, Ri Yong-ho, encontra-se em Manila (Filipinas), em um fórum sobre segurança regional com representantes de EUA, China, Rússia e outros países asiáticos.

Durante o fórum, o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, descartou qualquer diálogo com Pyongyang de modo imediato e disse que as novas sanções demonstram que o mundo perdeu a paciência com a ambição nuclear do regime.

Tillerson ressaltou que Washington aceitaria negociar com Pyongyang apenas no caso de uma suspensão de seu programa balístico.

"O melhor sinal que a Coreia do Norte pode enviar para dizer que está disposta a dialogar seria parar de lançar mísseis", afirmou.

Colunas

Contraponto