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Bogotá, cultura e história num mesmo lugar

O turista que chega a Bogotá pode passar um pouco mal até adaptar-se ao local, já que a cidade está localizada 2.640 m de altitude, sendo que seu ponto mais alto, o Montserrat fica a 3.200 metros, local que se tem acesso por teleférico e bondinho

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03 SET 2017Por Da Reportagem18h00

Além de ser capital, Bogotá antigamente conhecida como Santa Fé de Bogotá, também é a maior cidade da Colômbia. Fundada em 1538, por Jiménez de Quesada, a cidade foi a capital do vice-reino de Nova Granada até a independência. Atualmente é o principal centro administrativo e cultural daquele país.
Com 7,5 milhões de habitantes, Bogotá é a quarta cidade mais populosa da América do Sul. Só perdendo para São Paulo, Rio de Janeiro e Buenos Aires. 
O nome Bogotá tem origem na palavra indígena Bacatá, nome da capital dos índios Muiscas, a qual significa "cercado fora da lavoura". O povoado também recebia o apelido de Muequetá ("campo ou cabana da lavoura") e o de Funza ("varão poderoso"). Precisamente no território do atual município de Funza, vizinho de Bogotá, e provavemente na localidade chamada El Cacique, se encontrava a cabeceira do povoado de Bacatá. Desde a década de 1990, Bogotá experimentou várias melhorias, especialmente nos quesitos segurança, transporte e educação. 
Indo a Bogotá não deixe de visitar o bairro de La Cabrera e circular pela zona Rosa, cravejada de bons restaurantes, lojas e shopping centers, como o Andino e o Atlantis Plaza, ou pelo entorno do Museu Nacional, onde há lugares como o Parque Bavária. Em bairros boêmios, como Macarena, moram atores de teatro e televisão. Mas a região onde a visita revela a Bogotá incrível é o bairro da Candelária, com prédios que alternam os estilos colonial, mais espanhol; e o republicano, eclético e europeizado.
É no bairro da Candelária que os visitantes encontram inúmeras tavernas, museus e vários teatros. Dos museus destaque para o Donación Botero, dentro da Casa da Moeda. O Museu Botero é um lugar imperdível para todo mundo que gosta de arte e já ouviu falar do Botero, um dos artistas colombianos mais influentes da atualidade. Outro lugar obrigatório para se conhecer é o Teatro Colón, fundado no Século XIX. 
É na Candelária que estão localizadas a grande Praça de Bolívar, o Palácio Presidencial, o Capitólio, o Parque Palomar, a Igreja de Santo Inácio, a Catedral e o Palácio da Justiça, pontos chaves do turismo de Bogotá.
“Capital Mundial do Livro”, este foi o título concedido pela Unesco à capital colombiana, o que reforça o caráter cultural da cidade, contribuindo para o aumento do número de turistas que visitam o país.
Com um ótimo crescimento do turismo internacional e a divulgação cada vez maior de seus destinos turísticos, os colombianos têm um motivo de orgulho: a capital Bogotá foi eleita em 2007 a Capital Mundial do Livro. Concedido pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), o título consagra Bogotá como a primeira cidade latino-americana a ser reconhecida pelo apoio e incentivo à leitura. Na disputa, estavam Amsterdã (Holanda), Coimbra (Portugal), Dublin (Irlanda), Viena (Áustria) e Rosário (Argentina). 
Com sete milhões de habitantes, Bogotá foi selecionada como Capital Mundial do Livro pela estrutura de suas bibliotecas, pelo desenvolvimento da indústria editorial e por seu calendário cultural. A cidade abriga a Biblioteca Luis Ángel Arango, uma das mais visitadas do mundo, que recebe cerca de nove mil visitantes por dia, mais do que MASP (Museu de Arte Moderna de São Paulo), Biblioteca Mário de Andrade e Pinacoteca juntos. Mantida pelo Banco Central do país, tem dois milhões de livros e capacidade para dois mil leitores sentados. 
Nos últimos anos, a Prefeitura de Bogotá construiu outras megabibliotecas na cidade - todas elas atendidas por uma rede de ciclovias de 300 quilômetros de extensão e um sistema de ônibus articulados em corredores. Além disso, foram criados diversos programas de leitura, como o “Livros ao Vento”, pelo qual a prefeitura publica, em versão de bolso, clássicos de autores como Julio Cortázar, Gabriel García Márquez e Edgar Allan Poe, e os distribui gratuitamente nos pontos de ônibus. Na contracapa, apenas o pedido para que, terminada a leitura, o livro seja passado para outra pessoa ou deixado em algum lugar público. Outro projeto municipal utiliza postos de leitura, com estantes desmontáveis, instaladas nos parques da cidade, com 300 livros cada um.
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