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MP dá voto favorável à ação contra vereador

Procurado ontem, o vereador disse, pela Assessoria de Imprensa da Câmara, que só após a decisão final irá se manifestar sobre a questão

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17 MAR 2017Por Carlos Ratton10h00
Pastor Marcos Pereira (PSB) teria usado Assembleia de Deus para pedir votos, acusa Jonatas NunesFoto: Divulgação/Câmara de Guarujá

A permanência do vereador Sargento Marcos Pereira (PSB), na Câmara de Guarujá, está cada vez mais fragilizada. Esta semana, o Ministério Público deu parecer favorável à ação eleitoral, movida pelo ex-candidato a prefeito Jonatas Nunes da Cruz (PSOL), que acusa o parlamentar de ter supostamente, enquanto candidato a vereador, exibido propaganda política dentro de um dos templos da Assembleia de Deus, contrariando a legislação vigente. O parecer segue para as mãos do juiz que vai decidir a questão.

Procurado ontem, o vereador disse, pela Assessoria de Imprensa da Câmara, que só após a decisão final irá se manifestar sobre a questão. Ele foi ouvido no último dia 23 pela Justiça Eleitoral.

A denúncia foi formulada e protocolada no dia 29 de setembro do ano passado e assinada por dois advogados de Guarujá – Diego Soares de Oliveira Scarpa e Glauber Rogério do Nascimento Souto. 

A principal prova anexada à denúncia é um panfleto, com timbre da Assembleia, fotografia do pastor e do deputado Paulo Corrêa Júnior. O presidente do Ministério Assembleia de Deus de Santos, apóstolo Paulo Corrêa, pai do deputado, assina o panfleto, com texto que além do número do candidato, pede voto para os fiéis e suas famílias em 2 de outubro de 2016. 

O advogado Glauber Souto estava confiante no parecer do MP pois, segundo já havia adiantado à Reportagem, “a ação possui prova documental. Segundo foi denunciado por um fiel, o panfleto era distribuído dentro da igreja, junto com o santinho do então candidato. Foi quando o Jonatas Cruz resolveu entrar com a denúncia. Quando ela (a denúncia) foi efetivada, ele (Marcos Pereira) fez um vídeo em que, novamente, pede voto na condição de pastor. Acredito que houve abuso de poder religioso, que é uma questão eleitoral nova”, afirma.

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