Pref 13 e 14

Palmeiras perde em casa nos pênaltis e fracassa no principal objetivo do ano

Resta ao Palmeiras nesta temporada brigar por uma vaga na Libertadores de 2018 via uma das seis vagas do campeonato brasileiro

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09 AGO 2017Por Folhapress21h56
O Palmeiras caiu diante do Barcelona do Equador em casa nesta quarta-feira (9) e o sonho de conquistar a América neste ano ruiuFoto: Alex Silva/Estadão Conteúdo

O Palmeiras caiu diante do Barcelona do Equador em casa nesta quarta-feira (9) e o sonho de conquistar a América neste ano ruiu. O milionário time montado com ajuda da patrocinadora Crefisa venceu por 1 a 0 no tempo normal -placar aplicado pelos equatorianos no duelo de ida-, mas sucumbiu nos pênaltis.

Se no ano passado houve a conquista do Brasileiro e no ano retrasado o da Copa do Brasil, a torcida alviverde que tem obsessão pela Taça Libertadores não vai conseguir comemorar um título internacional nesta temporada. Resta ao Palmeiras nesta temporada brigar por uma vaga na Libertadores de 2018 via uma das seis vagas do campeonato brasileiro.

Depois de jogar durante o tempo normal mais na base da vontade do que da organização tática, o Palmeiras conseguiu apenas a vantagem mínima com gol de Moisés. O meia estava em recuperação desde fevereiro e retornou aos gramados na última semana.

Nas penalidades máximas, a eficiência dos jogadores adversários prevaleceu -o Barcelona se classificou por 5 a 4. Banguera defendeu duas penalidades. A primeira delas foi a terceira cobrança palmeirense, de Bruno Henrique.

No tiro que daria a classificação para o Barcelona, Damían Díaz bateu para defesa de Jaílson. A disputa, então, foi para as cobranças alternadas. Banguera fez sua segunda defesa, na cobrança de Egídio, o que determinou a classificação equatoriana.

O ano que começou com o comando técnico de Eduardo Baptista e a meta de ser bi brasileiro, além dos sonhos internacionais, que projetava o mundial em dezembro, vai terminar amargo.

A chegada de Cuca, antes do último jogo da fase de grupos da Libertadores e as vésperas do Brasileiro, aumentaram as esperanças dos torcedores. Mas o treinador campeão brasileiro em 2016 não conseguiu construir um time eficiente antes da decisão desta quarta.

O time do Palmeiras saiu vaiado do gramado por parte da torcida que chamou o time de "sem vergonha".

Os problema do treinador começaram pelas laterais, que mudaram bastante. Depois chegam ao meio campo, onde a armação de jogadas do não foi resolvida. Guerra, machucado, não entrou em campo contra os jogadores de amarelo do time equatoriano. Nos primeiros 45 minutos do jogo no Allianz, como havia ocorrido em Guayaquil, os atacantes palmeirenses pouco frequentaram a área do goleiro Banguera.

Com um meio sem inspiração, Dudu e até Egídio tentaram armar as jogadas pela esquerda do campo. Mas não conseguiram lances agudos de gol.

E o time do Equador, como também ocorreu nas partidas em que vez como visitante na Libertadores, abdicou da retranca e foi para frente. A posse de bola ficou dividida entre Palmeiras e Barcelona.

No ataque, Deyverson, que chegou de última hora e roubou a vaga de Miguel Borja, a contratação mais cara do ano que não consegue jogar no Brasil, também não ajudou a empurrar as bolas para o gol adversário. O avante não teve nenhuma chance clara de gol.

O técnico Cuca, nas semanas que antecederam a partida até tentou tirar a pressão sobre o jogo do ano para a torcida do Palmeiras. Mas durante os 90 minutos ficou evidente que o nervosismo pesou. O time errou passes e cruzamentos. No primeiro tempo, das 11 bolas lançadas para a área, 10 não encontraram jogadores de verde e branco.

Aos 32 minutos do primeiro, o nervosismo de dentro de campo começou a passar para a arquibancada. A torcida, impaciente, começou a se irritar com as jogadas erradas do time. No primeiro tempo, a chance mais clara de gol foi dos visitantes, que não conseguiram abrir o marcador.

O ataque do Palmeiras, na etapa inicial, deu quatro chutes ao gol, todos foram para fora. Apenas um de dentro da área dos equatorianos.

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