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Ceni não pretende abrir mão de multa rescisória e SP estuda como pagar

Com 49,5%, o ex-goleiro superou a meta e, segundo apurou a reportagem, a princípio não pretende abrir mão de seus direitos

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05 JUL 2017Por Folhapress13h00
O São Paulo estuda ainda como vai pagar o treinadorFoto: Rubens Chiri/SPFC.net

Por direito, Rogério Ceni deve receber R$ 5 milhões de multa rescisória pela demissão do São Paulo. No acordo assinado no ano passado, havia uma cláusula de que o treinador seria compensado com tal quantia em caso de demissão se tivesse um aproveitamento superior ao dos seus três antecessores, de 47% pontos. Com 49,5%, o ex-goleiro superou a meta e, segundo apurou a reportagem, a princípio não pretende abrir mão de seus direitos.

Por isso, o São Paulo estuda ainda como vai pagar o treinador. O clube sabe de sua obrigação contratual e a ideia é conversar nos próximos dias para discutir o assunto e analisar a melhor forma de cumprir com a obrigação. O ex-goleiro foi comunicado de sua demissão na segunda-feira (3), após reunião com o presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, e o diretor executivo de futebol, Vinicius Pinotti.

O encontro durou pouco tempo e o ex-treinador não quis falar sobre a multa de R$ 5 milhões a que tem direito. Aliás, ele é o único treinador do São Paulo nos últimos anos com direito a receber indenização. Todos os outros técnicos que passaram pelo clube nos últimos anos tinham acordo de término, mas a cláusula previa apenas um salário de multa em caso de demissão, seguindo o artigo 478 da CLT.

Rogério Ceni ainda não definiu qual caminho pretende seguir no futebol. Segundo apurou a reportagem, o ex-goleiro pretende pegar alguns dias de folga para definir o seu futuro. Na terça-feira (4), ele foi ao CT da Barra Funda para se despedir de funcionários e jogadores. Muitos se mostraram  tristes com a saída do treinador, que também se mostrou chateado por ver o seu projeto não ter êxito.

Auxiliar

O treinador também ficou chateado com a saída de Michael Beale, o auxiliar que anunciou sua saída na sexta-feira passada, três dias antes da queda de Ceni. Braço direito do ex-goleiro na comissão técnica, o assistente surpreendeu Rogério com a sua decisão. Os dois conversaram depois do jogo contra o Flamengo, no domingo. Para a imprensa, o inglês alegou que saiu do clube por mudanças no rumo do projeto.

Dorival

O São Paulo negocia a contratação de Dorival Júnior para o lugar de Rogério Ceni. Na terça-feira, o diretor executivo de futebol, Vinícius Pinotti, teve uma reunião com o treinador, em Florianópolis. As duas partes ficaram satisfeitas com o encontro e a tendência é de ele ser oficializado em breve no cargo. Como tem de resolver problemas pessoais no fim de semana, Dorival só teve começar a trabalhar efetivamente na próxima semana.

Até que o novo treinador seja apresentado, o auxiliar Pintado será o responsável por dirigir o time. Por isso, a tendência é de ele ser o técnico no clássico deste domingo, na Vila Belmiro, contra o Santos.

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