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Boa fase de Arthur e números de Tardelli levam Tite a chamá-los pela primeira vez

Antes de anunciar a lista para os últimos compromissos do Brasil nas Eliminatória da Copa, o técnico ressaltou os critérios utilizados para montar o time com 24 jogadores

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16 SET 2017Por Estadão Conteúdo14h30
Arthur foi convocado pela primeira vez para a Seleção BrasileiraFoto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Das novidades da lista do técnico Tite para os jogos contra Bolívia e Chile, dois nomes chamaram mais a atenção: o meio-campista Arthur, do Grêmio, convocado pela primeira vez para a seleção principal, e o atacante Diego Tardelli, que está no futebol chinês e há muito não vestia a camisa do Brasil. Segundo o treinador, a escolha passou muito pelos números recentes que os dois têm apresentado.

Antes de anunciar a lista para os últimos compromissos do Brasil nas Eliminatória da Copa, Tite ressaltou os critérios utilizados para montar o time com 24 jogadores - um a mais que o usual. A explicação foi a mesma da última convocação. "O critério neste momento não atende especificamente ao momento do atleta no clube, mas o histórico no clube e seleção, o momento no clube e que vive na seleção, e uma projeção para a Copa do Mundo. Temos nove meses para iniciar a Copa", disse o treinador.

Os números de Arthur e Tardelli, porém, foram levados em conta. Os analistas de desempenho da seleção acompanharam in loco sete jogos do Grêmio em que Arthur esteve em campo, sendo que o próprio Tite esteve no Engenhão na última quarta-feira na partida em que o time gaúcho empatou com o Botafogo, pela Copa Libertadores. O gremista foi o destaque.

"Quando fui pro jogo eu peguei e abri as janelas (do camarote) porque queria ver o clima, a atmosfera do jogo. Tu consegues dimensionar o jogo. (O Arthur) é um garoto jogando com naturalidade, num momento extremamente importante, jogando fora de casa, num nível de concentração extremamente alto", analisou Tite. "Não sei se em nove meses ele vai ter a confirmação, mas não posso fechar a porta."

Sobre Diego Tardelli, a comissão técnica destacou o desempenho do jogador no Campeonato Chinês. Na atual temporada, o atacante do Shandong Luneng tem 13 jogos, com 11 gols marcados e uma assistência. "O Tardelli tem uma história na seleção muito boa. É um legado que vem desde o Dunga, e bem. Enfrentei ele (quando atuava) no Atlético Mineiro, e era um terror", considerou Tite.

Goleiros

Apesar de insistir a cada convocação que há pelo menos seis goleiros em condições de vestir a camisa da seleção brasileira, o técnico Tite parece próximo de decidir quais estarão na Copa do Mundo do próximo ano. Algo incomum nas suas convocações, ele chamou os mesmos três goleiros das duas últimas partidas das Eliminatórias: Alisson, da Roma, Ederson, do Manchester City, e Cássio, do Corinthians. Apontado como "bola da vez", Vanderlei, do Santos, ficou de fora novamente.

A ausência do goleiro santista foi questionada duas vezes pelos jornalistas presentes à entrevista coletiva concedida pelo treinador logo após o anúncio da lista. Um repórter questionou "quantos milagres" Vanderlei precisaria fazer ainda para ser chamado, e Tite demonstrou certo desconforto.

"A respeito de convocação, de goleiro, e ao que você citou, de milagre. O técnico é um ser humano e não exige milagre de outro ser humano, ele exige performance. E ele tem também a humildade de entender que existem outras pessoas com outros conceitos diferentes do dele, e aprender a respeitar também", disse o técnico. "Eu respeito todos os profissionais e gostaria de convocar mais gente, mas não exijo milagre de ninguém."

Segundo Tite, a definição dos nomes passa muito pela avaliação do preparador de goleiros da seleção, Taffarel, e pela falta de tempo para treinamentos. "Tem um acompanhamento, o Taffarel é muito específico nesse - a palavra final é minha. Tem uma avaliação técnica de um goleiro que tem Copa do Mundo, tem toda uma trajetória, que acompanha todos, que acompanha treinamentos e jogos in loco, e que tem toda a minha confiança", ponderou o comandante. "Se tivesse mais tempo teria toda uma situação, eu falei em projeção para Copa do Mundo. Não dá para eu ser bonzinho com todo mundo. O tempo não me permite."

Mesmo repetindo o trio da última convocação, o treinador avalia que o Brasil tem uma série de goleiros em condições. "Existem sete ou oito jogadores muito bons. Existe uma safra muito boa, e é inevitável vir as perguntas. Diego Alves, em algum momento, foi assim, o Weverton, está fora, mas estamos acompanhando. Tem toda essa possibilidade de acompanhamento", afirmou Tite.

"Eu vi o clássico em que o Santos venceu, e os dois goleiros jogaram muito. O Alisson bem, no jogo com o Atlético de Madrid fechou o gol, fez a diferença para o resultado. Às vezes o resultado vem não pelo desempenho no geral, mas um isolado. O Ederson vem numa sequência, o Weverton está retomando um padrão. Diego (Alves), infelizmente, o fato de não pode disputar a Copa do Brasil fica prejudicado um pouco. O Fábio, voltou depois de se machucar, em alto nível", enumerou Tite.

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