Prefeitura Santos febre amarela

Acirrado por 3 anos, Palmeiras x Santos esfria e se apoia em Lucas Lima

Depois de seguidos embates polêmicos, agora todos os assuntos estão centralizados no meio-campista

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01 FEV 2018Por Folhapress15h00
Depois de cinco anos na Vila Belmiro, Lucas Lima foi seduzido pelo projeto que tem atraído a atenção de todo o paísFoto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

A rivalidade que ditou os clássicos nos últimos três anos entre Palmeiras e Santos começa bem mais branda em 2018, com a mudança de Lucas Lima como seu maior alicerce. Depois de seguidos embates polêmicos, agora todos os assuntos estão centralizados no meio-campista. Por diferentes motivos, os outros protagonistas dos jogos entre 2015 e 2017 não estão mais nos holofotes.

Depois de registrar encontros com gols nos acréscimos, disputas de pênaltis por vagas e título e provocações que extrapolaram as quatro linhas, o duelo deve ter seu jogo mais calmo dos últimos tempos, já considerando que o ano de 2017 teve bem menos emoção se comparado aos dois anos anteriores.

O principal exemplo é o próprio Lucas Lima. Alvo de xingamento de Alexandre Mattos em comemoração de título e de perseguição dos palmeirenses nas redes sociais, o meia virou a casaca e poderia até ser xingado pelos santistas. No Allianz Parque, no entanto, encarará torcida única e mais de 30 mil vozes o apoiando por conta da imposição da Polícia Militar.

Depois de cinco anos na Vila Belmiro, o meio-campista foi seduzido pelo projeto que tem atraído a atenção de todo o país. Com luvas milionárias e altos salários, ele esqueceu todo o passado e promete que agora seu coração é verde. Mais do que isso, tem correspondido dentro de campo e caído cada vez mais no gosto das arquibancadas.

Fernando Prass é outro que conseguiu reforçar a sua imagem de ídolo por conta das atuações e momentos marcantes contra o Santos. O goleiro que fez o gol de pênalti na conquista da Copa do Brasil de 2015 assistirá ao encontro do banco de reservas, vendo Jaílson em seu lugar.

Ricardo Oliveira fez careta na hora de comemorar o gol em clássico e ficou na memória dos palmeirenses. Como vingança, a mesma expressão facial virou máscara usada pelos jogadores e até pelo ex-presidente Paulo Nobre na hora de comemorar o mesmo título que glorificou Prass. Hoje, ele é centroavante do Atlético-MG.

Dudu é outro que subiu degraus rumo ao posto de ídolo ao fazer dois gols na final contra o Santos na mesma conquista. Ele ainda está no elenco e entrará em campo. No entanto, a principal rivalidade alimentada pelo camisa 7 hoje é, de longe, contra o Corinthians.

O título da Copa do Brasil também foi o primeiro de Gabriel Jesus com a camisa alviverde e uma das últimas grandes partidas de Gabigol com a camisa do Santos, antes da ida para a Europa, meio ano depois.

Foi ele, inclusive, que fez o gol da final. Recém-repatriado, o atacante ainda nem tem certeza de que será relacionado.

O maior foco de rivalidade acabará sendo Felipe Melo, que debochou do rótulo de caldeirão do Santos.

Não é novidade, no entanto, que o meio-campista seja foco das atenções por conta de suas declarações.

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