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Prejuízo com chuvas de granizo deve elevar preço de frutas em São Paulo

Uma das áreas de ocorrência de chuva de granizo foi Casa Branca, na região de Campinas, grande produtora de jabuticaba

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07 OUT 2016Por Agência Brasil19h30
Em setembro, os únicos segmentos em alta na Ceagesp foram as frutas (1,14%) e os pescados (3,89%)Foto: Divulgação

O preço médio das frutas no comércio atacadista da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) pode aumentar por causa das chuvas de granizo, no interior paulista e em áreas produtoras do sul do país. O impacto e os tipos de frutas que serão afetadas ainda não foram divulgados, mas estão sendo estudados, informou, por meio de nota, o economista da Ceagesp, Flavio Luis Godas.

Em setembro, os únicos segmentos em alta na Ceagesp foram as frutas (1,14%) e os pescados (3,89%).

Uma das áreas de ocorrência de chuva de granizo foi Casa Branca, na região de Campinas, grande produtora de jabuticaba. 

O Índice Ceagesp que se refere a 150 produtos apontou recuo de 2,21%. Foi a sexta queda consecutiva. No acumulado do ano, o índice atingiu alta de 2,66% e, nos últimos 12 meses, de 16,29%.

Entre as frutas que ficaram mais caras estão o figo (54,1%), a jaca (35,5%), a laranja lima (22,7%), o abacaxi havaí (16,2%), a laranja pera (14,3%) e o maracujá azedo (12,1%). Já as maiores quedas foram: do mamão formosa (-38,9%), mamão papaya (-29,5%), goiaba (-27,4%), manga tommy (-14,6%), banana prata (-10,8%) e caju (-10,2%).

Já os legumes tiveram expressiva baixa (-14,73%). Na lista dos maiores recuos estão: o pimentão vermelho (-71,1%), pimentão amarelo (-68,3%), abobrinha italiana (-45,4%), berinjela (-41,4%), vagem macarrão (-35,8%) e abobrinha brasileira (-33,4%). Em sentido contrário, subiram os preços da mandioca (44,2%), batata doce rosada (17,9%), inhame (10,3%) e abóbora japonesa (6,4%).

No grupo das verduras ocorreu recuo de 8,71% com destaque para o repolho (-31,7%), couve for (-24,4%), brócolis (-19,7%), escarola (-17,7%), alho porró (-17,2%) e couve (-14,4%). Entre os itens em alta estão a salsa (16,3%) e o milho verde (7,5%).

No segmento de diversos, os preços caíram 11,38%. As principais quedas foram da batata lisa (-25,4%), batata comum (-24,1%), alho (-13,6%), cebola nacional (-10,3%), coco seco (-7,4) e ovos brancos (-6,4%). Não houve aumentos significativos no setor.

No setor de pescados, os preços aumentaram, em média, 3,89% e as maiores taxas foram aplicadas sobre a pescada (19,1%), abrótea (16,8%), sardinha (16%), camarão ferro (15,7%) e espada (11,6%). Entre as opções em baixa destaque para a corvina (-11,6%), polvo (-7,3%) e anchovas (-5,4%).

De acordo com a Ceagesp, houve queda na demanda de 6,45% em comparação a setembro do ano passado, com o volume comercializado de 262.417 toneladas. De janeiro a setembro, as vendas atingiram 2.361.205 toneladas, quantidade que é 6,21% menor do que em igual período de 2015.

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