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Azeite brasileiro obtém ranking inédito entre os melhores do mundo

Esta foi a primeira vez que um extra virgem brasileiro figurou entre os 100 melhores do mundo.

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14 JAN 2018Por Nilson Regalado11h02
Azeite de oliva extra-virgem, produzido no Brasil, obtém ótimo ranking em análise internacional.Foto: Divulgação/Internet/Fotos Públicas

Entre os cem melhores azeites de oliva extra virgem comercializados no mundo em 2017 apenas sete não foram produzidos na Espanha, Itália ou Portugal. E um desses sete rótulos incluídos no seleto grupo dos melhores do mundo é brasileiro. Trata-se do Prosperato Premium, blend feito com azeitonas das variedades arbequina e arbosana colhidas no Rio Grande do Sul. O azeite brasileiro ocupou a 83ª posição, devido às dez premiações recebidas em competições realizadas ao redor do Planeta no ano passado.

Esta foi a primeira vez que um extra virgem brasileiro figurou entre os 100 melhores do mundo. A conquista coroa o trabalho de cientistas e produtores do Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Há uma década, eles vêm desenvolvendo uma sólida indústria de azeites, ainda em escala artesanal, produzidos a partir de azeitonas estrangeiras plantadas nos quatro estados depois de adaptadas às condições de clima e solo do Brasil.

Esta qualificação obtida pelo Prosperato Premium aumenta ainda mais a expectativa em relação à safra 2018, que começa a ser colhida em fevereiro. Já existe até lista de espera. Há meses, a safra 2017 está completamente esgotada no mercado em função das premiações recebidas ao longo do ano.

Apesar da modesta, mas promissora, 83ª posição, o óleo brasileiro ficou à frente de concorrentes com milenar tradição no plantio de azeitonas e produção de azeites, como Grécia, Turquia e Israel. O ranking internacional teve competidores de 39 países com quase oito mil amostras de produtos.

Além dos espanhóis, italianos e portugueses, entre os 100 melhores de 2017, segundo o Evoowr (extra virgen olive oil world ranking), há ainda dois rótulos uruguaios, um argentino, um chileno, um croata e um sul-africano.

Copo meio cheio...

Relatório divulgado pela Associação Internacional de Soja Responsável comemora a alta na produção de soja certificada, aquela que é plantada com responsabilidade ambiental e social. Segundo a entidade, em 2017, foram quatro milhões de toneladas do grão certificadas ao redor do Planeta. Isso representou um acréscimo de 900 mil toneladas em relação a 2016.

...ou meio vazio?

O problema é que o mundo colheu perto de 350 milhões de toneladas de soja em 2017. Isso significa dizer que mais de 98% da soja produzida ao redor do Planeta utiliza agrotóxicos em demasia, é plantada em áreas de desmatamento florestal ou não respeita direitos sociais e trabalhistas.

Só para deixar...

O ano de 2017 foi o segundo mais quente desde que os registros começaram a ser feitos, no final do século 19.

...registrado!

Segundo o Serviço de Mudança Climática Copernicus, centro de monitoramento do clima da União Europeia, a média das temperaturas no mundo em 2017 foi 14,7 graus Celsius acima da média histórica no período pré-industrial. O ano mais quente da história foi 2016.

Serra Capixaba...

Depois do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco, o Espírito Santo trabalha para se tornar um importante polo produtor de uvas e vinhos.

...resgata o legado...

A ideia é resgatar o legado dos colonos italianos que desembarcaram no Estado há mais de um século, trazendo mudas espetadas em batatas a fim de evitar a desidratação das plantas. Com o fim da seca que castigou o Espírito Santo por dois anos, a Serra Capixaba voltará a colher uvas em abundância neste verão.

...dos colonos italianos

Incentivados pela pesquisa científica estatal, mil produtores de 40 municípios vão colher três mil toneladas das variedades Cabernet Sauvignon, Tannat, Bordô, Moscato Embrapa e Niágara Rosada.

Filosofia do campo:

“Minha casa é o mundo, não tem porta nem janela/A parede é a serra, onde está pendurado um quadro da natureza que por Deus foi desenhado/ De dia tem sol que brilha, a noite céu estrelado/Bem distante do asfalto, vou vivendo sossegado...” Tião Carreiro (1934/1993), violeiro mineiro, in ‘Filho da Liberdade’.

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