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Prostituição, morte e violência no Centro de Santos: ‘Zona!’

Criado a partir de personagens reais da região, peça do grupo ‘O Coletivo’ convida o espectador a passar uma noite na zona

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06 SET 2017Por Rafaella Martinez09h00
Montagem é um recorte da realidade e questiona o que está sendo feito para melhorar a vida das pessoas que estão morrendo na marginalidade em função do progressoFoto: Adilson Felix/Divulgação

Santos. Porto. Uma loira esfaqueada na esquina. Uma fuga na catraia. Mágoa em mesa de bar. ZONA! convida o espectador a brindar uma sociedade esgotada e falida, onde a moral e os bons costumes já não fazem tanto sentido. O espetáculo aborda a exploração desmedida de seres humanos em um lugar onde a vida, sem saída, acaba e continua.

É dessa forma que o grupo ‘O Coletivo’ convida o público a passar uma noite na ‘zona’, onde o Centro Histórico de Santos se revela, bem como seus personagens esquecidos. A montagem é uma continuidade do trabalho do grupo, que em 2013, quando estreio o espetáculo ‘Projeto Bispo’ notou os problemas da área central da cidade.

“O teatro precisa estar antenado com a sociedade e não servir apenas para entretenimento e sim trazer uma crítica lúcida e útil sobre o nosso tempo. Plínio Marcos dizia que esperava que um dia seus textos ficassem ultrapassados, mas notamos que no atual cenário isso ainda está longe de acontecer. Nossa sociedade está decadente e humanos estão sendo esmagados pelo sistema”, destaca o ator Junior Brassalotti.

Circular

O Circular: Histórias é um projeto de apresentações teatrais dentro de um ônibus urbano – e portanto, já repleto de histórias – adaptado para a cena teatral. O foco central do projeto é usar a metáfora do embarque, da viagem e da partida, para inserir o público em um universo mágico e repleto de histórias.

O jantar

Em uma ilha isolada que cheira à morte, após o falecimento da Matriarca, três mulheres solitárias e famintas, rodeadas pelos fantasmas que vivem nos abismos do inconsciente, recebem uma visita que desestabiliza a atmosfera de angústia e torpor, enquanto esperam o jantar.

Cantuária

Uma adaptação da obra Contos de Canterbury escrita pelo autor inglês Geoffrey Chaucer no período de 1384 - 1400, em plena inquisição na idade média. Retrata de forma farsesca e ácida o comércio das religiões e as corrupções em nome de deus, do dinheiro e da ambição, traçando um paralelo com os dias atuais.

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