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Convênio permitirá à Prefeitura retomar o apoio financeiro a técnico à Casa da Esperança

ntre os atendimentros especializados que elas recebem, constam fonoaudiologia, fisioterapia, hidroterapia, apoio psicológico, médico e odontológico

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16 ABR 2018Por Da Reportagem19h01
Acordo foi assinado em solenidade realizada na manhã desta segunda-feira (16), no Paço MunicipalFoto: Divulgação

A Prefeitura e a Casa da Esperança "Dr. Leão de Moura" assinaram, na manhã desta segunda-feira (16), convênio por meio do qual a administração municipal poderá voltar a prestar ajuda técnica e financeira à entidade, que assiste a 323 crianças e adolescentes, portadoras de deficiências como síndrome de Down, paralisia cerebral e autismo. Entre os atendimentros especializados que elas recebem, constam fonoaudiologia, fisioterapia, hidroterapia, apoio psicológico, médico e odontológico.

A solenidade foi realizada no gabinete do prefeito Ademário de Oliveira, que, na oportunidade, qualificou a Casa da Esperança como uma entidade "essencial" para o município e que, por ser dependente de recursos públicos, exigia a união de todos os setores da sociedade para regularizar sua situação e contornar seus graves problemas.

O prefeito lamentou que - devido a questões relacionadas ao mau uso das dotações públicas por dirigentes do passado - a Casa da Esperança tivesse ficado impedida legalmente de receber verbas da Prefeitura. "Mas, graças aos esforços de nosso setor jurídico e à compreensão do Poder Judiciário, pudemos contornar as dificudades legais e celebrar, hoje, este convênio", disse.

A Casa da Esperança sofreu, em 2013, intervenção judicial, solicitada pelo Ministério Público, em razão de atos supostamente irregulares da diretoria da época, passando a ficar sob responsabilidade da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde. A entidade estava com certidões negativas em órgãos de crédito por débitos com seus 28 funcionários e com fornecedores.

Em maio de 2017, o Rotary Clube de Cubatão assumiu a direção e iniciou, com a Prefeitura, gestões destinadas a eliminar os problemas legais que impediam a prestação de ajuda pelo Poder Público municipal.

Segundo Hermes Balula, dirigente do Rotary e interventor judicial, o convênio assinado nesta segunda-feira é fundamental para que a Casa da Esperança não só atenda às necessidades de 323 crianças e adolescentes atualmente assistidos, como também absorva outros 119, que estão  em  fila de espera.

Ao discursar, no ato de assinatura do convênio, Balula manifestou a convicção de que, a partir de agora, a Casa da Esperança terá outro rumo, com perspectiva de crescimento. "Para chegarmos até aqui, houve uma luta muito grande. Nós persistimos porque acreditamos", disse.

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