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Vídeo mostra drone sobrevoando presídio de SP onde estão chefes do PCC

As gravações foram feitas na manhã de 27 de outubro, quando forças de segurança do estado já estavam em Presidente Venceslau para conter um plano de resgate dos chefes do PCC.

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25 NOV 2018Por Folhapress00h11

Câmeras do sistema de segurança da Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo flagraram um drone sobrevoando a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, onde está preso Marco Camacho, o Marcola, considerado o número 1 do PCC. A Folha de S.Paulo divulgou cópia dessas imagens.

As gravações foram feitas na manhã de 27 de outubro, quando forças de segurança do estado já estavam em Presidente Venceslau para conter um plano de resgate dos chefes do PCC.

São três minutos de filmagem que mostram, inicialmente, imagens de veículos passando pela rodovia Raposo Tavares, que fica a poucos metros dos muros da penitenciária, no sentido norte, em direção ao centro de Presidente Venceslau.

Abruptamente, a câmera é direcionada no sentido oposto, para a área rural da cidade, e passa acompanhar um drone. O operador da câmera tenta enquadrar o aparelho o mais perto possível nas imagens, mas não consegue. Ele desparece depois de cerca de um minuto e meio, após aparecer próximos aos muros da prisão.

Segundo policiais que participam da operação em Venceslau ouvidos pela reportagem da Folha de S.Paulo, aparelhos assim foram percebidos mais de uma vez. Um deles, conta o PM, tinha dimensões acima de um drone comum, como os vistos cotidianamente sendo operados em cidades.

O aparecimento de drones levou o Ministério Público de São Paulo e integrantes da Polícia Militar a defenderem a transferência de Marcola e alguns de seus comparsas para presídios federais, por acreditarem que, embora descoberto, o plano de resgate não tenha sido desmobilizado.

Esse debate sobre a transferência provocou um racha entre as autoridades paulista que participam da segurança no estado. 

Ao final, o secretário Mágino Alves Barbosa Filho (Segurança) convenceu o governador Márcio França (PSB) que a movimentação de Marcola poderia provocar "um banho de sangue" no estado, com represálias de criminosos como o ocorrido em 2006.

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