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Sobe o número de casos de chikugunya na Baixada Santista

78 casos da doença foram confirmados em sete cidades da região; Santos registrou o maior número, 31

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27 DEZ 2016Por Vanessa Pimentel08h00
A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que também é transmissor da dengue e do vírus da zika; casos proliferaram em todo o PaísFoto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas

O Brasil registrou uma explosão de chikungunya neste ano. O número de casos está 10 vezes maior do que em 2015. Só a Baixada Santista registrou 78 casos contra quatro no ano passado. A rapidez com que a doença avança assusta já que pode matar.

Em sete cidades da região, o número de ocorrências cresceu bastante. Em Santos, foram registrados 31 casos da doença até o momento, ano passado, nenhum. Em São Vicente, a Secretaria da Saúde (Sesau) registrou 14 eventos contra um, em 2015.

Cubatão já confirmou 17 casos até agora, contra um ano passado, porém, o Serviço de Vigilância Epidemiológica do município afirma que as pessoas infectadas contraíram a doença em cidades vizinhas e em viagens ao Nordeste.

Itanhaém tem dois casos, mas assim como Cubatão informa que a doença foi contraída no Nordeste. Ano passado, a cidade não registrou nenhum­.

Praia Grande totaliza quatro casos da doença neste ano, em 2015, nenhum. Guarujá possui oito em 2016 contra dois no ano passado. Bertioga registrou dois, sendo um importado. Em 2015, nenhum­.
Em Mongaguá e Peruíbe não há casos da doença até o momento.

Dados nacionais

Conforme dados do Ministério da Saúde, nas primeiras 37 semanas (9 meses) deste ano foram 236.287 mil casos prováveis, contra 23.431 no mesmo período do ano passado. Com a chegada do verão, o número de casos deve aumentar devido ao calor, o período de chuvas e por ser uma doença nova, ou seja, a população torna-se mais vulnerável.

No ano passado, seis pessoas morreram no País. Em 2016, foram registradas 138 mortes até o dia 28 do mês passado.   

Aedes aegypti

Além da dengue e da zika, o  mosquito Aedes aegypti também é o veículo transmissor da febre chikungunya, que teve o vírus identificado pela primeira vez em 2014.

Nas grandes cidades, as boas condições para o desenvolvimento do mosquito podem ser combatidas em longo prazo, com melhorias nas condições de saneamento básico. Porém, enquanto a questão não é resolvida, o Ministério da Saúde aconselha a população a usar repelentes, com reaplicação a cada quatro horas. Evitar o acúmulo de água parada também é importante.

Dengue e zika caem

Com base nos dados informados pelos municípios paulistas por intermédio do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, aponta que o número de casos de dengue caiu 76% neste ano, em comparação com 2015.

Até o dia 4 de novembro, foram confirmados 159.412 casos da doença no estado. Em 2015, o número total de casos foi de 684.360. Comparado ao número de óbitos, a diminuição foi ainda maior, passando de 488 em 2015 para 93 neste ano, o que representa uma queda de 81%.

Os casos de zika começaram a cair em abril. Dos mais de 16 mil casos prováveis da doença em gestantes no País, 10.608 foram confirmados e a maior parte nas grávidas das cidades do estado de São Paulo.

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