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Senai da Ponta da Praia, em Santos, fica somente no papel

Não há data prevista em 2018 sequer para início das obras. O novo equipamento seria entregue no início de 2016

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24 DEZ 2017Por Carlos Ratton10h00
Não há data prevista em 2018 para o início das obras do SenaiFoto: Rodrigo Montaldi/DL

Estudantes da Baixada Santista terão que se acostumar com o grande terreno vazio na Ponta da Praia, cercado por um muro de alumínio branco, com inscrições informando o endereço de outra unidade do Senai. Conforme promessa feita pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem de São Paulo (Senai-SP), Paulo Skaf, o novo equipamento seria entregue no início de 2016. No entanto, segundo novas informações, não há data prevista em 2018 sequer para início das obras.  

“O projeto da nova escola não foi abortado, mas em função das alterações na demanda da indústria da Baixada Santista, o Senai-SP está avaliando esse novo cenário e as necessidades atuais de capacitação e qualificação de mão de obra da região, para que possa seguir com o projeto que atenda adequadamente ao setor industrial local”, informou a Diretoria Regional da instituição.

A promessa de Skaf ocorreu em 11 de abril de 2014, num evento de inauguração de três ambientes de ensino do Senai Antonio Souza Noschese, na Rua Brás Cubas, 344, na Vila Mathias, em Santos. Skaf chegou a jogar ainda para a Prefeitura de Santos a responsabilidade de início das obras de construção da nova unidade na Ponta da Praia.

“Já demolimos o antigo prédio e estamos aguardando a aprovação do projeto que se encontra na Prefeitura para iniciarmos a construção de uma nova e moderna escola. Não posso dar prazo. Pergunte ao prefeito (Paulo Alexandre Barbosa). A partir do momento que os projetos forem aprovados começamos a definir prazos para concluir a obra”, disse.

Prefeitura não tem culpa

Prefeitura informou que o projeto foi aprovado em 23 de outubro e está aguardando a apresentação dos últimos documentos do interessado para que seja expedido o alvará para construção. Com ele em mãos, o proprietário tem até um ano para solicitar licença para edificar, com pagamento de uma taxa. E mais um ano a partir da licença expedida para iniciar a obra. Caso contrário, o projeto caducará.

A Administração ainda esclarece que todo projeto é analisado pelo Departamento de Controle do Uso e Ocupação do Solo e Segurança de Edificações (Deconte), da Secretaria de Infraestrutura e Edificações (Siedi). “Quando são encontrados detalhes em desacordo com a legislação, a Prefeitura pede para o engenheiro responsável alterar o projeto, mas não há um prazo para isso. A rapidez no retorno depende do interesse do responsável pelo empreendimento”, afirma a Prefeitura.

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