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Resan não confirma queda nos preços para consumidor

Redução nas bombas vai depender da decisão das distribuidoras e redes de postos

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15 OUT 2016Por Da Reportagem10h50
Se a alteração for repassada integralmente, encher um tanque com 45 litros de gasolina geraria uma economia de R$ 2 no bolso do consumidorFoto: Arquivo/DL

O anúncio da Petrobras na última sexta-feira sobre a redução do preço da gasolina e diesel não é muito animador para o consumidor. Isto porque o reajuste é para o combustível comercializado nas refinarias. Para que o impacto chegue ao bolso do consumidor, é necessário que os postos de combustíveis repassem o abatimento nas bombas. Porém, a redução nos preços nas bombas não está confirmada nos postos da Baixada.

“Ainda não há previsão de redução de preço porque qualquer eventual diminuição no valor do combustível é vinculada à distribuidora.” O esclarecimento é de José Camargo Hernandes, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Santos e Região (Resan).

Ele explica que os postos cobram em cima do valor pago na compra do combustível nas distribuidoras. Caso elas não repassem o desconto nas negociações, não é possível abaixar o preço final.

Hernandes ressalta que os postos são apenas revendedores e que para eles, quanto mais barato for o preço do combustível, melhor para o mercado voltar a crescer.

Petrobras

Em comunicado ontem, a Petrobras informou a redução do preço do diesel em 2,7% e da gasolina, em 3,2%. Os novos valores entrarão em vigor a partir deste sábado.

Se essa alteração for repassada integralmente, o litro da gasolina nos postos deve cair R$ 0,05, o que representa 1,4%. No preço do diesel, a queda seria de 1,8%, o que também dá R$ 0,05 por litro.

Segundo o último levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizado na primeira semana de outubro, o preço médio de venda da gasolina nos postos da cidade de Santos, por exemplo, é de R$ 3,546. Pela projeção, cairia para R$ 3,496 a partir da próxima semana. Se repassada integralmente, a redução no custo de um tanque de 45 litros ficaria em torno de R$ 2.

Para a consumidora Marines Amaral, a quantia ainda é pouca para se pensar em economia. “Eu sempre abasteço com gasolina porque meu carro não é flex. Prefiro esperar este desconto ser repassado antes de dizer que vou economizar”, conclui.

Valor do álcool sobe na bomba

O reajuste no preço do álcool chegou em média a R$ 0,10 nos postos de combustíveis da região e varia de R$ 2,99 nos bandeirados (aqueles que exibem aos consumidores a origem do combustível) e R$ 2,39 nos postos tipo bandeira branca (onde não há vínculo que defina exclusividade com o distribuidor).

Um dos fatores do aumento no preço é a entressafra da cana-de-açúcar (período entre o fim da colheita até o início da outra). Mas, segundo Antonio de Padua, diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (ÚNICA), este não é o único motivo. “A entressafra interfere, porém, as variações de preço dependem muito do movimento de mercado, ou seja, da relação entre a oferta e demanda”, explica.

Sobre mais aumentos até o fim do ano, Pádua diz que é difícil antever. “O álcool já perdeu competitividade na bomba, então é difícil prever acréscimos para os próximos meses”, explica.  

Para efeito de comparação, ele lembra que o etanol, diferentemente da gasolina, envolve a questão ambiental e precisa ser valorizado.

O cliente Marcio Tadeu diz que sempre abastece o carro com álcool.

“Opto pelo etanol por ser mais barato, mas caso passe a valer mais a pena abastecer com gasolina, eu troco”, afirma.

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