Prefeitura Santos febre amarela

Prefeitura de Santos espera retomar hoje obra contra erosão e ressaca

A previsão da Administração Municipal é encerrar a obra até a primeira quinzena de março

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14 FEV 2018Por Da Reportagem19h00
Na última segunda-feira, primeiro tapete foi colocado no mar, mas ainda faltam procedimentos para a instalação definitivaFoto: Rodrigo Montaldi/DL

A Prefeitura de Santos espera retomar hoje os trabalhos do projeto piloto contra erosão e ressaca na Ponta da Praia, após uma pausa de dois dias devido à maré elevada. Se as condições permitirem, o objetivo é terminar a instalação do primeiro tapete anti-erosão.

O tapete já foi colocado no mar na última segunda-feira (12), na altura da Rua Afonso Celso de Paula Lima, mas ainda precisa ser deixado na posição definitiva, com a colocação de pequenos geobags nas bordas.

Na manhã de terça-feira, mergulhadores chegaram a atuar no trabalho de fixação do tapete, mas tiveram que interromper os trabalhos devido à maré elevada.

Após a finalização da instalação do tapete, o próximo passo será a levar o primeiro geobag (imenso saco têxtil) para ser enchido com cerca de 300 toneladas de areia sobre o tapete. Ao todo, serão 49 geobags.

Em formato de L, a barreira submersa terá a primeira estrutura com 275 metros de extensão mar adentro, e a segunda, de 240 metros, em direção ao Canal 6. Para o preenchimento das bags são necessários 7 mil metros cúbicos de areia.

A areia que será usada na intervenção está acumulada no canteiro de obras, entre o Canal 6 e o Aquário, a cerca de 400 metros do trecho de mureta onde começará a barreira.

A previsão da prefeitura é encerrar a obra até a primeira quinzena de março.

A proposta é embasada em nota técnica desenvolvida pelos professores Tiago Zenker Gireli e Patrícia Dalsoglio Garcia, da Unicamp e servirá para minimizar a erosão e os danos causados pelas ressacas e também para ampliar a base de dados e propor solução definitiva para conter o acentuado processo erosivo daquele trecho da orla.

Histórico

A implantação do projeto piloto pela Prefeitura teve início no dia 3 de janeiro. No dia 13, a obra foi suspensa por decisão judicial. O pedido de interrupção dos trabalhos partiu do Ministério Público Estadual, que entendia que era necessária a licença ambiental.

No dia 2 de fevereiro, parecer técnico da Cetesb atendendo à determinação da Justiça em mandado de segurança impetrado pela Prefeitura concluiu pela dispensa do licenciamento ambiental.

 

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