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Preço do feijão toca o fundo do poço na porteira da fazenda. E isso não é bom!

Na quarta-feira, o grão de qualidade mediana bateu em R$ 100,00 a saca de 60 kg, um terço do que valia há um ano

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01 SET 2017Por Nilson Regalado10h50
O preço do feijão carioca tem testado o fundo do poço nas últimas semanasFoto: Agência Brasil

Na porteira da fazenda, o preço do feijão carioca tem testado o fundo do poço nas últimas semanas. Na quarta-feira, o grão de qualidade mediana bateu em R$ 100,00 a saca de 60 kg, um terço do que valia há um ano.

O preço caiu tanto em 12 meses justamente porque o feijão valia muito em 2016. Incentivado pela possibilidade de lucro, o produtor plantou mais, em detrimento de outras lavouras. E, hoje, há abundância do grão.

Com a desvalorização do feijão em 2017, já há quem aposte na redução da área plantada em 2018, como a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS), importante estado produtor. Caso essa tendência se repita em outros estados, isso poderá provocar nova escassez do grão, como aconteceu em 2016, e disparar o efeito gangorra nos preços no ano que vem, em prejuízo do consumidor.

Coma mais peixe...
Começa hoje a 14ª ‘Semana’ do Peixe, que vai até o dia 15. Palestras abrem a programação logo cedo, na Fiesp, em SP. À noite, em Santos, o Museu de Pesca promove jantar para 120 pessoas inspirado no ‘Cook for Solution’, promovido pelo Aquário de Monterey Bay, na Califórnia, para estimular o consumo responsável.

...peixe é saúde!
A Semana do Peixe é uma iniciativa do Governo Federal que visa unir a cadeia produtiva de pescados para promover o consumo de frutos do mar em todo o País. Em 2016, o consumo cresceu 30% durante a campanha. Rico em proteínas, o peixe ajuda a prevenir o Alzheimer e as demências.

Começa hoje a 14ª ‘Semana’ do Peixe (Foto: Matheus Tagé/DL)

Tecnologia de alimentos
A estatal Embrapa acaba de lançar um livro sobre o Staphylococcus spp. A publicação traz um levantamento de surtos provocados por essa bactéria, classificados por tipo de alimento, espécie e região do Brasil em 20 anos.  

Viva a banana!
A banana possui mais de mil espécies espalhadas pelo mundo, cinco são mais populares no Brasil: maçã, nanica, da terra, prata e ouro. A média de consumo no País é de 27kg/ano/pessoa. A prata é menos calórica em relação às outras, além de ajudar no controle da pressão arterial e na digestão.

Ofertas na feira
Bananas prata e nanica, morango, melancia, maçãs gala e fuji, laranja pera, maracujá doce, goiabas, tomate carmem, repolho verde, coentro, rabanete, alfaces, couve-flor, couve manteiga, rúcula, milho verde, chicória, alho chinês e batata fecham a semana com preços em baixa na Ceagesp.

Crise diminui geração de lixo pela primeira vez em 13 anos

Ponto positivo
A geração de lixo no Brasil reduziu 2,04% em 2016 na comparação com 2015, segundo panorama divulgado ontem pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Foram gerados 78,3 milhões de toneladas de resíduos sólidos no ano passado.

Ou nem tanto
Único problema na notícia é que essa redução não se aplica a uma reeducação popular em relação aos benefícios da reciclagem ou redução do lixo. Ao menos é o que explica o presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho.

Questão é a crise
Silva Filho não atribuiu a redução do lixo à conscientização ambiental da população, mas à crise. “É a primeira vez que temos decréscimo de resíduos sólidos no Brasil desde 2003, fruto da crise econômica, que afetou diretamente o poder de compra da população e trouxe, como consequência, o menor descarte de resíduos sólidos”.

Lixões ainda ativos
Outro aspecto negativo atribuído à recessão econômica foi o aumento do uso de lixões, com 2.976 ainda presentes em todo o País. Tiveram destinação inadequada, em 2016, 81 mil toneladas de lixo. O uso de lixões a céu aberto cresceu de 17,2% em 2015 para 17,4% no ano passado.

‘Si pero no mucho’
Os aterros controlados, que ainda existem no País, são semelhantes a lixões, por vezes cercados, com cobertura de terra para esconder os resíduos, mas sem captação de gás e chorume. Houve ligeiro aumento, passando de 24,1% em 2015 para 24,2% no ano passado. O tratamento de lixo ideal, em aterro sanitário, feito em ambiente confinado para reduzir o volume de resíduos conforme os anos, caiu de 58,7% para 58,4%.

Doenças são resultados
Segundo o panorama divulgado pela Abrelpe, 96 milhões de pessoas terão a saúde afetada por contaminação dos lixões. “São doenças como alergias, infecções estomacais, doenças causadas por vetores que se proliferam no lixo como dengue, zika, chikungunya, câncer, pressão arterial”, alerta Silva Filho.

Coleta seletiva em números
A coleta seletiva no Brasil estava presente em 69,3% em 2015, e registrou ligeiro aumento em 2016, passando a 69,6%. Entre as regiões brasileiras, o Sul foi o que mais implementou coleta seletiva (89,8%), seguido pelo Sudeste (87,2%), Norte (58,4%), Nordeste (49,6%) e Centro-Oeste (43,3%).

Filosofia do campo:
“Simplicidade é o mais alto grau de sofisticação”. Leonardo Da Vinci (1452/1519), cientista, matemático, botânico, pintor e músico italiano.

Com informações de Fernanda Cruz, da Agência Brasil

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