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Praça depredada preocupa moradores do Catiapoã em São Vicente

Com bancos quebrados e fiação exposta, Praça Cora Coralina está abandonada há mais de dois anos

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15 JUL 2017Por Rafaella Martinez10h30
Moradores contam que os problemas na praça se agravaram no ano passado, após a queda de uma árvore que destruiu a cobertura da quadra e a antiga pista de bochaFoto: Rodrigo Montaldi/DL

A praça onde crianças costumavam passar as tardes se transformou em um retrato do abandono e do descaso: depredada, sem segurança e com problemas de iluminação, a Cora Coralina, no Catiapoã, em São Vicente é conhecida atualmente como ‘praça do fumódromo’, em referência aos usuários de drogas que, segundo os moradores, são os atuais frequentadores do espaço.

Eles afirmam que, embora os problemas na praça tenham se agravado no ano passado com a queda de uma árvore após um vendaval, a situação de abandono é frequente há mais de dois anos.

“A própria árvore que caiu é um símbolo disso. Nós começamos a notar que a raiz estava estufada, começando a quebrar o cimento e fomos atrás da Prefeitura. Como nada foi feito a árvore caiu em cima da quadra depois de um vendaval. Se tivesse alguém brincando poderia ter acontecido um acidente grave por pura negligência”, conta o lojista Paulo Henrique da Silva ­Soares.

O espaço ocupado pela raiz da árvore segue aberto até hoje, quase um ano após a queda. Ao lado, uma antiga pista de bocha está esburacada e com os ferros expostos, o que pode causar acidentes graves. Os bancos também estão quebrados e soltos. A situação de abandono da Cora Coralina também é visível na quadra de esportes, que está sem a cobertura e com a estrutura ­depredada.

Morador do bairro há mais de 60 anos, Zé Carlos Martinez reclama também da retirada, por parte da Administração, dos brinquedos para as crianças e dos equipamentos de ginástica para a terceira idade.

“Essa pracinha foi uma conquista dos moradores antigos do bairro, que reivindicaram um espaço de lazer para as crianças e para os mais velhos. É muito triste ver que hoje ela está esquecida pelo governo e dominada por usuários de drogas”, lamenta o aposentado, lembrando que em anos anteriores o lugar era ocupado por quiosques e vendedores ambulantes, que comercializavam lanches para as famílias que frequentavam o espaço.

Perigo

O taxista Renato Barbosa aponta outros perigos na praça, como é o caso de uma caixa de energia que está aberta, com os fios expostos. “Todo dia vemos crianças brincando por aqui. Essa semana um se escondeu aqui dentro no esconde-esconde. Quando algo grave acontecer, de quem será a culpa?”, questiona.

A caixa de energia está instalada ao lado da edificação da Regional do bairro, que, sem ocupação, se tornou abrigo para pessoas em situação de rua. “Qualquer pessoa passa pelos buracos e dorme aqui. Alguns vândalos roubaram as janelas e tudo de valor que tinha dentro. Antigamente era nesse lugar que acontecia a entrega de leite para as pessoas de baixa renda e hoje o imóvel está completamente abandonado”, afirma o taxista.

Inconformados com a situação, os moradores gravaram um vídeo apontando os problemas do local (Assista ao vídeo). Na visão do barbeiro Emerson Rodrigues, que tem um salão em frente à quadra de esportes abandonada, o poder público só tomara uma atitude quando algo grave acontecer. “A gente reclama, a Prefeitura manda alguém aqui fazer uma análise e ninguém volta para arrumar. Os moradores estão cansados de tanto descaso e imploram por melhorias antes que seja tarde”, finaliza.

Prefeitura diz que mutirão será realizado em 20 dias

Questionada sobre os problemas da Praça Cora Coralina, a Prefeitura de São Vicente disse, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedup), que já está na programação um mutirão de conservação e manutenção na referida praça. A ação está prevista para os próximos 20 dias.

A Companhia de Desenvolvimento de São Vicente (Codesavi) ressalta que fez um detalhado estudo das 27 praças que contam com equipamentos de ginástica ao ar livre na Cidade. A Cora Coralina faz parte desta lista. A partir do levantamento, que mostrou as necessidades de reparo em cada uma das praças, foi iniciado um processo de compras de peças para reposição nos equipamentos. Quando as peças chegarem, serão providenciados os reparos.

A Administração não se pronunciou sobre as outras demandas.

 

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