Promo DL

Plano regional chega ao estudo de viabilidade técnica

Instituto de Pesquisas Tecnológicas começa a trabalhar no cruzamento de informações técnicas, econômicas e ambientais da região

Comentar
Compartilhar
06 SET 2017Por Diário do Litoral10h30
Ideia é que processos de separação do lixo diminuam a quantidade de resíduos ao máximoFoto: Rodrigo Montaldi/DL

A implantação do Plano Regional de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Baixada Santista (PRGIRS/BS) prossegue com a realização da terceira etapa, que trata do diagnóstico para a região.

Os trabalhos são realizados pelo  Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). De acordo com a arquiteta Fernanda Meneghello, diretora-técnica Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), o IPT se concentra, agora, nos estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental.

“Agora, ele (IPT) começou o panorama. Foi feito um workshop para começar as questões técnicas. Agora que se começa a desenhar o estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental. É um cruzamento de informações. Vai começar a levantar terreno, custo do terreno, tipo de tecnologia, em cada tecnologia qual é o tamanho de espaço que isso ocupa, como você consegue dividir isso”, explicou a ­arquiteta.

Um dos pontos citados pela diretora-técnica da Agem nesta etapa é a campanha ambiental. Na visão dela, um ponto vital para poder trabalhar questões como reciclagem e a logística reversa.

“Tem que montar uma estratégia para reduzir os resíduos. É um programa muito mais ambiental do que tecnológico. Está todo mundo batendo em teclas como incineração, mas o lance é você convencer 1,8 milhão de habitantes, mais três vezes em período de temporada, a reduzir o lixo para você ter o menor volume para fazer a parte de combustão disso”, comentou ­Fernanda, que prosseguiu.

“É só isso que falta, a reciclagem. Na questão da logística reversa, conseguir implementar isso, porque já existe lei federal. Tentar dividir as competências também. Colocar isso na cabeça da população, a importância de reciclagem. E aí partir para a parte operacional porque você não pode mais ter aterro. O melhor não se ter aterro. Você extrair do lixo tudo que você consegue e chegar no mínimo possível, que é aquela parte não aproveitável, que não vira nem adubo, não vira nada”, disse a diretora.

Os resultados desta etapa devem ser apresentados pelo IPT no final de outubro. Após isso, segundo a representante da Agem, o Plano Regional de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Baixada Santista segue para a modelagem jurídica.

“Essa modelagem mostrará o custo disso, e aí tem edital, interessado, trabalhar plantas. Todo esse arranjo. Isso será apresentado em dezembro ou janeiro”, finalizou Fernanda.

Colunas

Contraponto