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Pai de especial vai processar CPFL por colocar filha em perigo

Energia da residência foi cortada e ela necessita de cuidados especiais por meio de aparelhos como o de respiração e sucção de saliva

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29 NOV 2016Por Da Reportagem10h30
O advogado Manoel Rogélio com o munícipe Milton Joaquim, que vai processar a companhia de energiaFoto: Matheus Tagé/DL

Dia 21 de novembro, 13 horas. Um funcionário da Companhia Piratininga de Força e Luz (CPFL) se dirige a uma residência localizada à Rua Comendador Barnabé Francisco Vaz Carvalhaes, no Embaré, em Santos, e interrompe o fornecimento de energia por falta de pagamento.

Uma situação comum, que ocorre em dezenas de lares diariamente, se não fosse por um detalhe: a suspensão por 24 horas da luz levou a filha especial do munícipe Milton Joaquim Júnior ao risco de morte.

“Tive que retirar minha filha com urgência e levar a cama de hospital e todos os equipamentos elétricos para sua alimentação e sucção de saliva, necessários para ela se manter saudável para a casa de uma prima. Tudo pela insensibilidade da CPFL”, disse Milton Joaquim, que vai ingressar com uma ação contra a empresa por intermédio do advogado Manoel Rogélio Garcia.

Débito automático

O munícipe registrou um boletim do ocorrência e, bastante revoltado, disse que mais do que insensibilidade, faltou competência à CPFL, pois sua conta de luz está há 10 anos no débito automático, descontado, conforme explica, religiosamente até setembro último.

“Sem aviso, jogando o comunicado de corte pelo portão da garagem, a empresa colocou a vida de minha filha sob risco. Compareci na empresa e, para minha surpresa, fui informado que minha conta nunca havia sido paga pelo débito automático. Mesmo acreditando ser um absurdo, peguei uma segunda via, paguei e exigi a religação, que só ocorreu 24  horas depois, mesmo explicando a situação de minha filha”, disse, mostrando à Reportagem as contas anteriores pagas pelo débito automático.

CPFL

Com relação ao caso questionado, a CPFL Piratininga esclarece que, quando há uma alteração cadastral, cabe ao cliente renovar, junto à sua agência bancária, o cadastro para inserção do pagamento em débito automático.  Faz parte do protocolo de atendimento da CPFL informar sobre esta necessidade.

No atendimento em questão, foi realizada uma alteração cadastral, com a mudança do número do CPF que estava incorreto. Tal alteração foi realizada cumprindo o protocolo de atendimento.

A distribuidora ainda esclarece que mantém atendimento especial às unidades cadastradas como UTIs domiciliares, solucionando, com prioridade, possíveis ocorrências de falta de energia emergenciais e isolando o circuito em caso de desligamento programado. No entanto, é necessário que este cadastro seja feito previamente na agência de atendimento de referência do cliente.

No caso específico questionado, a distribuidora esclarece que nunca foi informada sobre a existência de uma UTI domiciliar na unidade consumidora.

A partir deste momento, a empresa encaminhará orientações a respeito dos procedimentos necessários para que o cliente possa solicitar a inserção no cadastro de clientes especiais.

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