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Novas propostas para o atendimento a crianças e adolescentes são discutidas em Santos

Foi iniciada na manhã desta sexta-feira (9), a 11ª Conferência Municipal pelos Direitos da Criança e do Adolescente

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09 NOV 2018Por Folhapress18h40
Evento foi realizado na Universidade São Judas – Campos UnimonteFoto: Divulgação/PMS

Abordando o tema "Proteção Integral, Diversidade e Enfrentamento das Violências", foi iniciada na manhã desta sexta-feira (9), a 11ª Conferência Municipal pelos Direitos da Criança e do Adolescente, na Universidade São Judas – Campos Unimonte.

O evento reuniu em torno de 300 participantes entre delegados, conselheiros, aprendizes do Centro de Aprendizagem e Mobilização Profissional e Social de Santos (Camps), jovens do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e crianças do Projeto Rádio Mochila.

Durante o evento foram apresentadas e discutidas novas propostas voltadas a este público, que foram levantadas durante as pré-conferências, e que serão votadas e levadas para discussão na próxima Conferência Regional.

Propostas

Entre as novas propostas levantadas, foi sugerida a flexibilidade nos horários de atendimento dos serviços voltados ao atendimento de crianças e adolescentes, que atualmente ocorrem entre 8h e 18h. Também foi proposto que se fizesse um levantamento das privações passadas pelas crianças e suas famílias (com relação a educação, habitação, saneamento, entre outros aspectos) para criar um sistema de monitoramento e uma ação específica para reversão deste quadro.

Foi sugerido também um olhar individualizado para cada criança e adolescente, de acordo com as suas realidades e vivências. "Cada criança vive uma história diferente, dependendo da realidade em que está inserida e da região onde vive. É preciso levar em consideração essas peculiaridades para garantir a criação de políticas públicas mais eficientes", afirmou a psicóloga Anamara Simões Martins, da organização do evento.

Segundo o presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Edmir Nascimento, o objetivo é ampliar a participação e o controle social a respeito de ações e políticas públicas voltadas ao segmento no Município. "É um momento importante de discussão sobre novas propostas voltadas a melhorar a vida das crianças e adolescentes. Queremos levar as moções mais votadas para a 6ª Conferência Regional e, posteriormente, para debate em âmbito nacional". Segundo Edmir, também serão definidos, durante o evento, os delegados que representarão o Município na Conferência Regional.

Rádio Mochila

A Conferência contou também com a participação do Projeto Rádio Mochila, que reúne alunos de escolas municipais para discutir os direitos da criança e do adolescente. Achelley Lima, 10 anos, que é participante do projeto há oito meses, também teve a oportunidade de dar sua opinião. "A criança tem que ir para a escola, tem que estudar e fazer o que ela quiser".

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