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Mourão vai discutir segurança pública nos municípios

Encontros deverão ocorrer nas câmaras temáticas e envolver agentes públicos ligados à área nos nove municípios da Baixada Santista

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06 SET 2017Por Da Reportagem10h00
O presidente do Condesb, Alberto Mourão, quer mapear e traçar um perfil da violência urbana para enfrentar as questões relacionadas à criminalidadeFoto: Rodrigo Montaldi/DL

O presidente do Conselho Metropolitano de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb) e prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão, decidiu discutir segurança nas nove cidades da região, para tentar conseguir o que não obteve ontem na reunião do órgão, na sede da Agência Metropolitana (Agem): mapear e traçar um perfil da violência urbana para enfrentar as questões relacionadas à criminalidade.

Embora tenha contado com a participação e depoimentos de policiais civis, magistrados, representantes do setor de segurança e entidades que lidam com a temática, Alberto Mourão não escondeu a frustração de não ter tirado, do encontro, informações para colaborar com os quatro principais pontos que nortearão um futuro projeto de segurança metropolitano: f­atores que influenciam nos índices de criminalidade, medidas socioeducativas (em caso de menores de idade), propostas municipais para fortalecer as ações e, ainda, as principais deficiências das polícias Civil e Militar.

Alberto Mourão vai enviar ofício a todos os órgãos municipais e vai realizar os encontros nas câmaras de vereadores. “As pessoas reclamam de falta de segurança mas, na hora de discutir, se ausentam. Então vamos provocar reuniões dentro das cidades e tentaremos sensibilizar os vereadores, conselheiros de segurança, representantes da área educacional e social, visando formar comissões em cada cidade para que, ao final, chegarmos uma proposta comum, que será cobrada dos governos”, disse Mourão.

O presidente do Condesb é da opinião que segurança pública não se resume em mais investimentos e policiamento ostensivo. “É muito mais profundo do que isso. Se cada 10 pessoas vítima de homicídio no Mundo, uma é brasileira, alguma coisa está errada. Precisamos acordar que somos 10% dos homicídios no planeta”, dispara.

O prefeito de Praia Grande disse que é preciso discutir segurança envolvendo outras vertentes, como a educacional, a cultural, a social e familiar. “Até a legislação precisa ser rediscutida e aprimorada, não somente na penalização, mas na sistematização dos direitos”, disse o presidente do Condesb, que prevê a feitura de um documento da Baixada a ser encaminhado ao Estado e “todos os órgãos competentes. Se tiver que chegar ao Congresso, chegará”, finaliza.

Sugestões

Apesar da pouca objetividade, a reunião acabou gerando algumas sugestões, como uma guarda municipal consorciada com as forças policiais; um centro de formação dos guardas em Praia Grande; melhor gestão e acesso a bancos de dados de segurança, a possibilidade de tudo que for apreendido ser leiloado e o dinheiro ser revertido aos municípios, uma central de recuperação de dependentes de drogas e ainda a possibilidade de uma operação policial, semelhante a Operação Verão, ocorrer todos os finais de semana na Baixada. Essa última do deputado estadual Caio França (PSB).            

A iniciativa de ontem compõe o terceiro item da pauta de prioridades definidas pelo presidente do Condesb, junto com os conselheiros, logo ao assumir a função, em fevereiro. Desde então, já foi elaborada a radiografia da saúde, que resultou em liberação de recursos de R$ 120 milhões pelo Ministério da Saúde para as cidades da região, e está em andamento a formação da comissão que debaterá propostas para o desenvolvimento econômico e a geração de empregos na Baixada Santista. Este grupo será composto por representantes dos trabalhadores, dos empresários, do setor acadêmico e das nove prefeituras da região.

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