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Material escolar pode ter alta de até 8%, diz ABFIAE

A ABFIAE atribui a alta aos reajustes de matérias-primas, como plástico, papel e tintas, aos ajustes de mãos de obras e a variação cambial

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10 JAN 2018Por Caroline Souza11h31
Para economizar, os pais precisam de tempo para verificar os itens da lista e fazer a pesquisa de preçosFoto: Rodrigo Montaldi/DL

Na segunda semana do ano, já é possível ver as papelarias da região cheias. A proximidade da volta às aulas leva os pais a procurarem itens da ­lista de material, que está ­entre 5 e 8% mais cara em relação ao ano anterior.

A projeção é da Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório (ABFIAE), que atribui a alta aos reajustes de matérias-primas, como plástico, papel e tintas, aos ajustes de mãos de obras e a variação cambial.

Para economizar, os pais precisam de tempo para verificar os itens da lista e fazer a pesquisa de preços.

“Ao receber a lista é importante ver como pode reduzi-la, ou seja, veja o que já tem em casa e pode ser reutilizado. Além disso, busque os preços na internet e depois vá as ruas com tempo para pesquisar preços”, recomenda o doutor em Educação Financeira, Reinaldo Domingos.

De acordo com a ABFIAE, pesquisa e antecipação fazem a diferença nos gastos com material. “O mercado de papelarias no Brasil é bastante pulverizado e ainda existe uma grande possibilidade de se encontrar boas ofertas no caso de antecipação de compras”, ­explica a assessoria do ­órgão.

O adiantamento também garante que os pais encontrem todos os produtos em estoque. “Este ano, a procura está mais antecipada com relação a 2017. Apesar disso, os pais ainda conseguem comprar com mais tranquilidade e encontrar todos os produtos em um mesmo lugar”, afirma Keith Fernandes, gerente de uma papelaria da região. “Depois, o produto ou marca desejados podem estar em falta”, complementa.

Ricardo Oliveira de Almeida, dono de uma papelaria da região orienta que os pais comprem antes do dia 20, pois a proximidade com o ano letivo aumenta consideravelmente a movimentação nas lojas, fazendo com que os responsáveis gastem um tempo maior para as compras.

“Não compre na primeira loja que entrar. Faça orçamentos para ver se sai mais em conta ir em uma loja que ‘cubra’ esses valores ou comprar os itens separadamente”, indica o especialista.

Para o educador financeiro, reunir-se com outros pais, somando a quantidade do material para comprar no atacado, aumenta as chances de conseguir bons descontos. Nas listas que pedem livros didáticos, procurar livros usados por filhos de amigos ou familiares também pode gerar uma boa ­economia.

Fique atento as facilidades de cada papelaria. Nas lojas da região, a reportagem do Jornal Diário do Litoral encontrou descontos de até 15% para quem paga no dinheiro e parcelamento em até 12 vezes no crédito.

Além dos estabelecimentos que igualam ou ‘batem’ o preço ofertado pelo ­concorrente.

Ainda segundo a ABFIAE, é difícil prever quais itens terão maiores reajustes, pois os setores fabricantes de materiais escolares têm composições de estruturas com custos diferentes. Desta forma,  o número de itens que compõem uma cesta de materiais é bastante diversificado em função de marcas, modelos e características dos produtos.

Mesmo assim, os itens importados devem ter os reajustes maiores. “O dólar se fortaleceu nos últimos meses e isto causa impacto no preço final destes produtos, em especial mochilas e estojos”, esclarece a ABFIAE.

Estes também são os itens que mais atraem as crianças. Por isso, segundo Domingos, deixá-las em casa pode facilitar e baratear as compras. “As crianças se cansam facilmente e sempre vão em busca de seus personagens ­prediletos”.

Seguindo estas orientações, o educador financeiro garante que é possível realizar as compras da volta às aulas com boa economia e sem prejudicar o orçamento familiar neste começo de ano.

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