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Maior Estação de Tratamento de Água da região recebe visita internacional

Instalações da ETA chama a atenção de engenheiros do Peru, que destacaram diferenças entre países

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24 NOV 2016Por Daniela Origuela10h30
Grupo conheceu os tanques de tratamento e todos os setores da unidade cubatenseFoto: Rodrigo Montaldi/DL

Eles saíram do Peru rumo ao Brasil em busca de conhecimento. Ligados às áreas de meio ambiente, ecoturismo, geografia e química, um grupo de engenheiros da Universidad Nacional Federico Villarreal conheceu ontem (23) as instalações da maior Estação de Tratamento de Água da Baixada Santista, a ETA Cubatão. Localizada às margens da Serra do Mar, a unidade abastece os municípios de Cubatão, Santos, São Vicente e parte de Praia Grande e Guarujá. A troca de informações entre os técnicos dos dois países foi o destaque da visita.

“O objetivo da visita é conhecer a experiência do Brasil no tratamento de água e esgoto e todo esse processo. Precisamos fazer uma campanha de sensibilização para o consumo racional e inteligente da água. Acabar com a ideia de que a água não tem fim e reconhecer o custo real do tratamento”, explicou o professor Marco Antonio Ramírez Chávez, que também preside a Associação Peruana de Engenharia Ambiental.

Chávez é engenheiro ambiental e professor dos cursos de engenharia da universidade peruana. Com 15 anos de atuação na área e especializações em gestão e saúde pública, ele destacou as diferenças entre Brasil e Peru. “O sistema de tratamento é muito parecido. A diferença é que lá temos problemas com abastecimento devido a área de deserto. Então falta água. Fora isso, o principal rio de abastecimento, o Rio Lima (na Capital), recebe muito esgoto e dejetos das residências. O custo do tratamento de esgoto é muito caro. Parte dele é custeado pelo Estado”.

Pela primeira vez no Brasil, o engenheiro ambiental e sanitarista Miguel Pérez, que atua no Peru em uma companhia de abastecimento e é consultor do setor, ficou impressionado com o tamanho da ETA Cubatão. “A tecnologia utilizada aqui é a mesma que a de lá, mas a dimensão de capacidade é muito maior e a homogeneização também é diferente. O fluxo de água aqui é maior. Voltarei para o Peru muito satisfeito com o que vi”, destacou.

O grupo de engenheiros chegou ao Brasil no último domingo (20) e deve retornar ao Peru no próximo final de semana. O intercâmbio também inclui visitações a indústrias petroquímicas.

“Precisamos trabalhar e trocar experiências para mudar a realidade dos países. Trabalhamos com algumas metas de desenvolvimento, que não são apenas os sanitários, e uma delas inclui a diminuição da pobreza”, destacou Chávez, que coordena os engenheiros do Peru.

Unidade é aberta a grupos durante o ano

Antes de percorrer as instalações da ETA, os engenheiros peruanos ouviram as explicações do encarregado técnico da unidade, Silas Carvalho. Há 28 anos na Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o técnico em Saneamento conhece todos detalhes da unidade. É ele que costuma atender os inúmeros grupos que diariamente visitam o local.

“Conheço tudo e entendo um pouco de cada coisa. É muito gratificante trabalhar com saúde pública. Para cada grupo que nos visita temos uma linguagem. É importante mostrar como a água é produzida desde que sai do manancial e sai tratada para os reservatórios e chega até a casa das pessoas”, destacou Carvalho. Durante a visita peruana, o encarregado explicou detalhes do funcionamento técnico da unidade a cada setor percorrido. Um grupo escolar da região também conhecia o local.

Segundo Nicolas Alvarez Gonzalez, gerente do Departamento de Produção de Água e Tratamento de Esgoto da Sabesp Baixada Santista, a visitação à unidade cubatense é importante para a população. “Aqui é o melhor lugar para ver o trabalho que dá colocar água na casa de cada um. É muito importante conhecer esse processo. A ETA Cubatão atende cerca de 50% das necessidades da demanda da Baixada Santista”, destacou.

Visitas

A ETA Cubatão foi construída em 1958 e inaugurada em 1963. A unidade é a maior estação da Sabesp entre o interior e litoral paulista. O local trata a água captada do manancial que dá nome ao município que o abriga. Nela são produzidos em torno de 4,5 mil litros de água por segundo, o necessário para encher uma piscina olímpica, que tem 2,5 milhões de litros, em menos de 10 minutos. Todo processo de tratamento é monitorado 24 horas pelo Centro de Controle Operacional (CCO).

Neste ano mais de 2.500 pessoas já conheceram a ETA Cubatão. A unidade é aberta a grupos escolares, entidades e organizações. É necessário ter mais de 11 anos. Durante a visita, os técnicos mostrarão todo o processo de tratamento da água, que inicia com ela da forma que sai do manancial e termina com o líquido próprio para o consumo. As visitações, que são gratuitas, devem ser agendadas pelo telefone (13) 3201-2657/2608.

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