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Guarujá e Santos podem firmar acordo tributário

Alteração da alíquota do ISSQN foi definida mediante acordo entre os prefeitos Válter Suman (PSB) e Paulo Alexandre (PSDB)

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06 DEZ 2018Por Da Reportagem09h40
O objetivo era ampliar a arrecadação advinda das duas zonas portuárias de modo a compensar impactos da malha viáriaFoto: Nair Bueno/DL

Vereadores de Guarujá aprovaram, em primeiro turno, projeto que altera alíquota do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), definida conjuntamente, em 2017, mediante acordo entre os prefeitos Válter Suman (PSB) e Paulo Alexandre Barbosa (PSDB).

O Projeto de Lei Complementar 016/2018, de autoria do Executivo, reduz de 5% para 2% a alíquota do imposto, cobrado a empresas que realizam atividades de pesquisa, perfuração, cimentação, mergulho, perfilagem, concretação, testemunhagem, pescaria, estimulação e outros serviços relacionados com exploração e explotação de petróleo, gás natural e de outros recursos minerais.  

A medida altera dispositivo estabelecido pela Lei Complementar nº 225/2017, aprovada em dezembro do ano passado, que elevou de 3% para 5% a mesma alíquota de tributação para tais atividades (já mencionadas acima, que também sofreram elevação à época.

A elevação ocorrida em dezembro passado foi fruto de uma decisão conjunta, adotada em comum acordo entre os prefeitos de Guarujá e Santos, tendo em vista que as atividades em questão são diretamente vinculadas ao Porto - composto por empresas sediadas, tanto em Guarujá, como em Santos.

O objetivo era ampliar a arrecadação advinda das duas zonas portuárias (de modo a compensar impactos, sobretudo, relacionados à malha viária) e, ao mesmo tempo, evitar uma possível ‘guerra fiscal’ entre os municípios vizinhos.  

Nova mudança

Na justificativa ao novo projeto, o chefe do Executivo guarujaense argumenta que a revisão agora proposta resulta de aparente descumprimento do acordo firmado em 2017, entre as duas ­prefeituras.

“Quando entendíamos que todas as classificações estivessem cobertas pela alteração efetivada (...), ao ­longo da implementação dessa modificação verificou-se que o subitem 7.19 não obteve o mesmo tratamento em ambas as cidades, como ­idealizado a ­princípio”, ­explicou o ­prefeito.

A segunda e definitiva votação do PLC 016/2018 ocorrerá quinta-feira (11/12), às 17 horas, em nova sessão extraordinária. Se novamente aprovado, o projeto seguirá para a sanção do prefeito Válter Suman e passará a valer como lei a partir da data de publicação no Diário Oficial.

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