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Governo autoriza abertura de 11 novos cursos de medicina no Sul e Sudeste

Ao todo, estão previstas 710 novas vagas, distribuídas em cidades do Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo

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02 AGO 2017Por Folhapress00h30
A expansão dos cursos de medicina é uma das medidas do programa Mais Médicos, que visa atrair médicos ao interior do paísFoto: Divulgação

Às vésperas da votação de denúncia na Câmara dos Deputados por corrupção passiva, o presidente Michel Temer tentou emplacar uma pauta positiva e anunciou a abertura de 11 novos cursos de medicina no país.

O anúncio da abertura dos novos cursos representa o final de um processo que se arrasta desde 2014, quando foi lançado o edital para seleção de municípios que poderiam receber as vagas.

O governo atribui a demora a ações judiciais e representação do TCU (Tribunal de Contas da União), que suspendeu o edital em agosto de 2015 alegando suspeita de irregularidades na seleção. A abertura das novas vagas, porém, já havia sido liberada pelo tribunal em julho do ano passado, em meio à pressão de políticos e prefeituras.

"Os principais objetivos foram referendados com o TCU. Por isso se alongou tanto, praticamente quatro anos, desde o início do primeiro edital até a  definição final com relação aos municípios contemplados", disse o ministro da Educação, Mendonça Filho.

Ao todo, estão previstas 710 novas vagas, distribuídas em cidades do Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. A previsão é que os cursos iniciem as atividades ainda neste ano.

Além dessas vagas, o edital lançado em 2014 previa ainda novos cursos em outros 25 municípios. Segundo o ministro da Educação, Mendonça Filho, essas outras vagas devem ser anunciadas "nas próximas semanas". O processo, porém, ainda depende de novas visitas às cidades e instituições selecionadas para ofertar as vagas, de acordo com o MEC.

Mais médicos

A expansão dos cursos de medicina é uma das medidas do programa Mais Médicos, que visa atrair médicos ao interior do país.

O processo, no entanto, tem sido alvo de críticas de entidades médicas nos últimos anos, para quem a abertura "desenfreada" de novos cursos pode piorar a qualidade da formação médica.

Em uma tentativa de rebater as críticas, o ministro Mendonça Filho defendeu nesta terça-feira (1º) a expansão e disse que a formação médica não pode ser uma "dinâmica pensada na lógica do mercado".

"Temos grande tradição de formação médica nos grandes centros urbanos. Infelizmente boa parte do Brasil mais distante se ressente do acesso à saúde e do acesso à formação médica", disse.

Alvo de críticas recentes de entidades médicas após ter dito que as prefeituras "precisam parar de fingir que pagam ao médico, e o médico parar de fingir que trabalha", o ministro da Saúde, Ricardo Barros também participou do evento, mas evitou discursos. Protestos de entidades médicas que pedem sua saída do cargo estão programados para este mês.

Confira os locais que tiveram autorizada a abertura dos cursos:

PR
Campo Mourão - Faculdade Integrado de Campo Mourão - 50 vagas
Pato Branco - Faculdade de Pato Branco - 50 vagas

RJ
Angra dos Reis - Universidade Estácio de Sá - 55 vagas

RS
São Leopoldo - Universidade do Vale dos Sinos - 65 vagas
Novo Hamburgo - Universidade Feevale - 60 vagas

SP
Araras - Faculdade São Leopoldo Mandic - 55 vagas
Guarulhos - Universidade Nove de Julho - 100 vagas
Mauá - Universidade Nove de Julho - 50 vagas
Osasco - Universidade Nove de Julho - 70 vagas
Rio Claro - Faculdade Claretiano - 55 vagas
São Bernardo do Campo - Universidade Nove de Julho - 100 vagas

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