Pref 13 e 14

Fim da versão impressa do Diário Oficial de Santos divide a Câmara

Parlamentares revelaram que o fim de forma gradativa seria a melhor alternativa para a população santista

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08 AGO 2017Por Carlos Ratton09h30
Câmara de Santos ficou dividida com decisão sobre o fim da versão impressa do Diário OficialFoto: Matheus Tagé/DL

Onze vereadores são terminantemente a favor, três são literalmente contra, seis acreditam que deveria ser de forma gradativa e um resolveu ficar neutro com relação ao anúncio da Prefeitura de Santos de que, a partir do próximo dia 14, o Diário Oficial impresso será substituído pela versão digital.

As razões apresentadas pelos 11 favoráveis foram, praticamente, a economia, a facilidade da população ter se adaptado às novas tecnologias digitais e a sustentabilidade ambiental. São eles Ademir Pestana, Augusto Duarte (apresentaram requerimentos pelo fim), Benedito Furtado, Braz Antunes, Bruno Orlandi, Fabiano da Farmácia, Jorge Vieira (Carabina), Lincoln Reis, Manoel Constatino, Sérgio Santana e Kenny Mendes. 

Esse último apresentou um indicação solicitando que o DO impresso se mantenha somente nos próprios públicos (escolas, hospitais, prontos socorros, policlínicas e departamentos da Prefeitura).

Telma de Souza, que se mostrou totalmente contrária, apresentou requerimento questionando a decisão. “É um retrocesso. Um equívoco econômico. São cada vez mais necessárias ações de transparência e informação pública”, disse Telma de Souza. 

Zequinha Teixeira e Pastor Roberto Teixeira, também contrários, revelaram a preocupação com a população idosa, já acostumada com a leitura impressa do periódico.

Antonio Carlos Banha Joaquim, Chico Nogueira, Fabrício Cardoso, Geonísio Pereira e Rui de Rosis (que não quer o fim totalmente) se posicionaram contrários a forma como será encerrada a impressão, porque acreditam que a proposta deveria ser debatida com a população. 

Banha resumiu o que todos disseram: “O DO impresso poderia ser encerrado, mas de forma gradativa, para que a população, principalmente a mais idosa, se habituasse aos poucos com o fim do importante e transparente veículo. Há outras maneiras de se cortar despesas”, disse. 

A vereadora Audrey Kleys é a favor do fim da impressão, mas também revelou que ela deveria ocorrer de forma gradativa. Já o presidente da Casa, Adilson Júnior, preferiu manter-se neutro. “Tem pontos positivos e negativos, mas quem decide, neste caso, é o Executivo”, revelou. 

Redes 

Dezenas de pessoas usaram as redes sociais no último final de semana para questionar a mudança. A Prefeitura justifica a mudança alegando que a modernização implica em benefícios econômico, ambiental e na universalização do acesso. No entanto, sem o DO, a Administração continuará pagando para que atos oficiais, tais como leis, decretos, portarias e atos de licitação sejam publicados em jornais de grande circulação, conforme preconiza a legislação vigente.

A universalização do acesso também é questionada, visto que nem todos os munícipes possuem acesso irrestrito e gratuito à internet.

No final de semana, o Diário do Litoral tentou acessar, sem sucesso, a versão online do periódico a partir de um smartphone. 

No final da tarde deste domingo a ação se mostrou fracassada também pelo computador, que exibiu uma mensagem de erro. 

A Administração garante que a manutenção do impresso representaria uma despesa de R$ 1,6 milhão em 2018. No entanto, a economia alardeada representa somente 0,05% do orçamento total do município.

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