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Ex-ouvidor adia depoimento no Ministério Público

Flávio Jordão será recebido pelo promotor público Eduardo Taves Romero em nova data: 11 de novembro, no mesmo horário

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19 OUT 2016Por Da Reportagem11h30
Flávio Jordão terá que prestar esclarecimentos no próximo dia 11, às 15 horas, no Ministério PúblicoFoto: Divulgação

O ex-ouvidor público de Santos, Flávio Jordão, conseguiu adiar seu depoimento no Ministério Público (MP), marcado para ontem às 15 horas, porque não pode ser acompanhado por seu advogado.

Jordão será recebido pelo promotor público Eduardo Taves Romero em nova data: 11 de novembro, no mesmo horário. A informação está nos autos do processo público.    

A iniciativa surgiu após a divulgação, nas redes sociais, de um vídeo em que Jordão – um dos homens de confiança do prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) – evidencia tratativas com representantes de partidos políticos.

O vídeo não tem autoria conhecida, é considerado ilegal pela Justiça e está sendo investigado pela Polícia.

A gravação foi anexada ao inquérito civil já aberto por Romero para apurar possível esquema de desvio de finalidade pelo pagamento de valores via Recibo de Pagamento Autônomo (RPA), com objetivo de compra de apoio político sem a contraprestação de serviços.

Além de Jordão, o inquérito apura a participação do prefeito Paulo Alexandre Barbosa, o vice-prefeito Eustázio Alves Pereira Filho e mais cinco pessoas, entre elas Leandro Chaddad (presidente do PTN), citado verbalmente por Jordão.  

No inquérito, há indícios que os valores pagos ficam entre R$ 1.500,00 e R$ 2 mil. Romero descobriu possível simulação de contratações na qualidade de funcionários autônomos, em processos aparentemente regulares de empenho, propiciando depósito em conta dos beneficiados.

O promotor realizou oitivas de testemunhas e obteve documentos que comprovaram os depósitos ‘irregulares’.

O representante do MP não descarta, em virtude dos vários depoimentos já prestados e listas de denúncias anônimas como beneficiários dos depósitos, a quebra de sigilo bancário dos envolvidos e alerta que as testemunhas temem por represálias. 

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