Em dez anos, Baixada Santista ganha mais de 160 mil moradores

Número é superior à população atual de cidades como Bertioga, Cubatão, Itanhaém e Mongaguá

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31 AGO 2017Por Rafaella Martinez10h00
Prefeito destaca que a cidade ainda tem áreas para abrigar novos empreendimentos imobiliáriosFoto: Rodrigo Montaldi/DL

Em 11 anos, a Baixada Santista ganhou mais de 160 mil habitantes: a população residente nas nove cidades da região passou de 1.666.453 habitantes em julho de 2006 para 1.828.212 em julho de 2017. A estimativa atualizada foi divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  

Nesse período, a taxa de crescimento populacional da região foi de 9,7%. O número de novos moradores é superior à população de cidades como Bertioga, Cubatão, Itanhaém e Mongaguá, por exemplo.

O município que registrou o maior crescimento populacional da região foi Praia Grande. Nesse período, 64.630 pessoas foram morar na cidade do Litoral Sul, o que corresponde a 40% do número total de novos moradores da Baixada.

Percentualmente, Bertioga foi a cidade que registrou o maior crescimento ao longo dos anos: a população aumentou 35% entre 2006 e 2017, passando de 43.763 para 59.297 moradores. Mongaguá vem na sequência (passando de 46.977 para 54.257 moradores nesse período, um crescimento de 15%), acompanhada por São Vicente e Itanhaém (crescimento de 9,4% e 8,2% respectivamente).

Peruíbe registrou o menor crescimento ao longo desse período: a cidade passou de 65.256 habitantes para 66.572, acréscimo de pouco mais de 2%.

Estado

O estado mais populoso do Brasil continua sendo São Paulo, com 45,1 milhões de habitantes, concentrando 21,7% da população do País. Roraima é o estado menos populoso, com 522,6 mil habitantes (0,3% da população total).

As estimativas populacionais municipais são um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são referência para vários indicadores sociais, econômicos e demográficos.

As populações dos municípios foram estimadas por um procedimento matemático e são o resultado da distribuição das populações dos estados, projetadas por métodos demográficos, entre seus diversos munícipios. O método baseia-se na projeção da população estadual e na tendência de crescimento dos municípios, delineada pelas populações municipais captadas nos dois últimos Censos (2000 e 2010).

‘Prezamos pelo crescimento ordenado’, diz Mourão

Investimentos em infraestrutura e oferta de serviços públicos. Essas são as diretrizes estabelecidas pelo prefeito Alberto Mourão para o crescimento ordenado da cidade.

“Conseguimos nos últimos 20 anos transformar Praia Grande e fazer com que ela fosse respeitada por todos. Para que a Cidade continue crescendo de forma sustentável, é fundamental o equilíbrio fiscal, fazendo a revisão dos gastos públicos, gerenciando as despesas e buscando novas fontes de receitas. Isso aumenta o poder de investimento. Prezamos pelo crescimento ordenado da Cidade. Por conta dessa demanda latente, a Administração Municipal investe em infraestrutura e oferta de serviços públicos atraindo mais investidores e empreendimentos, promovendo qualidade de vida para o cidadão. Praia Grande ainda conta com áreas para abrigar empreendimentos. O setor imobiliário também é um atrativo para novos moradores por conta do melhor custo beneficio”, declarou Mourão.

A Prefeitura de Praia Grande estima que a cidade ganhe anualmente cerca de sete mil novos moradores. A infraestrutura, melhor custo benefício imobiliário e a qualidade de vida são fatores destacados pela Administração como atrativos na caçula da Baixada Santista, que comemorou em janeiro 50 anos de sua emancipação político-administrativa.

De acordo com a projeção da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (SEAD), Praia Grande chegará em 2021 com 321 mil habitantes, enquanto em Santos esse número ficará estagnado.

Além do crescimento de sua população fixa, Praia Grande é que o Município ocupa a quarta colocação na preferência de turistas de todo o País e a segunda no Estado de São Paulo, segundo pesquisa do Ministério do Turismo. Em média, são 300 mil visitantes nos finais de semana, independentemente da época do ano, conforme estimativa da Prefeitura com base na quantidade de veículos que passam pelo Sistema Anchieta Imigrantes, principal acesso entre a Capital e a Baixada Santista.

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