19h : 44min

Assine o Diário e o Santista por R$8 por mês no plano atual

Curso ensina a preparar refeições leves para a criançada

Nos meses que antecedem a volta às aulas, o curso oferecido ensina a produzir lanches saudáveis para as crianças sem tirar o prazer de comer

Comentar
Compartilhar
02 AGO 2017Por Da Reportagem10h30
Especialista dá dicas de como montar uma lancheira saudávelFoto: Matheus Tagé/DL

Com a volta às aulas, muitos pais tem uma preocupação em comum: como montar uma lancheira mais leve para as crianças?  Pensando nisso, a jornalista especializada em alimentação infantil, Nathália Donato, criou a empresa ‘Chefe de Papinha’, onde oferece cursos de alimentação saudável para bebês e crianças, dentre eles o ‘Lancheira Saudável’.

“Eu sempre fui uma criança que levava de lanche Cheetos e Toddynho, nunca me preocupei com alimentação e isso só mudou quando eu engravidei. Então comecei a pesquisar sobre o assunto, fazer cursos de especialização na área e surgiu a ideia de abrir e empresa “, conta.

Nos meses que antecedem a volta às aulas, o curso oferecido ensina a produzir lanches saudáveis para as crianças sem tirar o prazer de comer.

Nathalia explica que o ideal para um lanche escolar é que ele não seja a compensação de um almoço fraco, nem substitua o jantar e que seja composto por três itens: o lanche principal, uma porção de frutas e a bebida.

“Aqui temos como lanche principal o pão francês (em mini-média) com recheio de patê de frango, cenoura e ricota. A maçã é a sobremesa e o suco sempre natural. Água de coco pode substituir o suco. Outra opção é uma tortinha de pizza como lanche principal e uvas ou quatro mini esfihas com mexerica”, explica.

É importante também pensar na conservação dos alimentos durante o período em que fica guardado. Por isso, segundo a especialista, o ideal é usar lancheiras, potes e garrafas térmicas.

Outra dica é que os potes usados para armazenar os lanches sejam específicos para esta finalidade a fim de evitar odores e gostos desagradáveis. “Também indico que as frutas sejam embrulhadas para evitar contaminação”, detalha.

Essas porções são indicadas para crianças de 4 a 8 anos. Segundo Nathália, quando vão crescendo, a tendência é que as crianças prefiram não mais levar lanche de casa e comprar na cantina. Aí, o ideal é procurar por salada de frutas, salgados assados sem embutidos e bolos caseiros.

Ela garante que quando a criança aprende em casa a ter uma alimentação saudável, não vai sentir falta das conhecidas guloseimas dos pequenos como salgadinhos de pacote, bolachas, achocolatados e refrigerantes.

“Pelo contrário. Às vezes, a criança que está comendo um salgadinho acaba se interessando pela porção de tomatinho cereja que o amigo está comendo”, justifica.

Questionada se a filha, hoje com cinco anos, lida bem com a alimentação saudável, ela afirma que sim. “Teve uma vez que ela queria provar salsicha. Então mostrei como a salsicha é feita e ela desistiu. É importante mostrar para as crianças como os alimentos são produzidos e por quais processos eles passam porque visualizando fica mais fácil entender e gostar do que é mais natural”, detalha a especialista.

Industrializados. Ciente do tempo curto que a maioria dos pais tem, ela sabe que vez ou outra, os industrializados acabam entrando nas lancheiras dos pequenos. Nessa hora, de acordo com Nathalia, é importante saber ler o rótulo do produto para não comprar produtos com muito açúcar, carboidrato e sódio. “A primeira substância listada é sempre a que se encontra em maior valor no alimento”, diz.

“Em um dos cursos, enchi um copo de água e pedi que uma mãe colocasse seis colheres de açúcar. Ela me disse que não iria tomar aquilo. Então expliquei que toda vez que a mãe opta em dar um achocolatado de caixinha para o filho, acaba permitindo que ele faça a ingestão dessa quantidade enorme de açúcar”, explica. 

Colunas

Contraponto