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Comerciantes registram venda de pescado abaixo do esperado

Lojistas da Rua e do Mercado de Peixe alegaram que a procura foi menor em relação ao ano passado

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15 ABR 2017Por Vanessa Pimentel08h00
Mesmo com clientes até as 14h de ontem, comerciantes alegaram que a procura foi menor em relação a 2016Foto: Rodrigo Montaldi/DL

Os boxes do Mercado de Peixe e da Rua Dona Áurea Gonzáles Condé, a conhecida Rua do Peixe, na Ponta da Praia, se mantiveram cheios de clientes até o meio da tarde da Sexta-feira Santa, porém, mesmo com a procura, a maioria dos comerciantes alegou que o movimento foi menor em relação ao ano passado.

“Ontem (quinta-feira) isso aqui estava lotado. Hoje também foi bom, atendemos sem parar até as duas da tarde, mas nada comparado ao ano passado”, diz Josiane Vitorino, atendente em um box no Mercado de Peixe. Trabalhando no local há cinco anos, ela afirma que 2017 foi o mais fraco em vendas durante toda a sua trajetória por ali.

Ivanete dos Santos comprou o peixe do almoço de sexta-feira no dia anterior, mas estava lá novamente atrás de camarão e filé de linguado. “No sábado vamos comer peixe de novo, mas como sobrou pouco, vim buscar mais para repor”, explica. Para ela, os preços estão bons e se mantiveram iguais aos do ano passado.

O mercado abriu cedo, por volta das 5 horas para atender os consumidores de última hora, mas segundo os lojistas, a procura maior foi mesmo na quinta-feira. A atendente Fernanda dos Santos diz que não dá para reclamar porque apesar do movimento menor, trabalhou bastante durante a última semana. “Com a crise e o desemprego, a gente agradece por estar trabalhando, né”, declara.

Ponto de vista. O único comerciante que estava satisfeito com o movimento de 2017 era Luis Saturno de Lima, dono de um box no Mercado há 30 anos. “Desde segunda-feira a procura já estava boa. Tem comerciante que tem medo de investir, eu não tenho não. Semana Santa é tradição, não tem como não vender bem. Quinta e hoje isso aqui encheu de gente. Dá pra dizer que as vendas aumentaram de 10 a 15% este ano”, afirma Luis.

Para ele, a alta procura foi resultado da seguinte equação: mais variedade de pescados, preço bom, resgate do FGTS e o impacto da Operação Carne Fraca.

Rua do Peixe

Os comerciantes da Rua do Peixe já iniciavam a limpeza das lojas quando a Reportagem chegou. “Acredito que as vendas este ano foram 25% menores que no ano passado”, conclui Weber Leonel ao encerrar o expediente. Para ele, um dos motivos da queda é a vinda de menos turistas para a Região aliado a falta de dinheiro da população.

Elaine dos Santos, proprietária do box Zelaine disse estar satisfeita. “Vendi 90% do esperado, então não vou reclamar”, declara. Porém, relatou que o que mais a incomodou foi a impaciência do público. “O pessoal não queria saber de esperar e já chegavam com pressa para ir embora, não queriam nem que a gente limpasse o peixe”, explica. Questionada do por quê dessa postura intolerante dos clientes, ela disse que a roubalheira dos políticos deve estar influenciando. “Acho que isso é culpa dos políticos. Tá todo mundo nervoso”, explica.

Campeões de venda. Na corrida pelos pescados da Sexta-feira Santa, o bacalhau perdeu o primeiro lugar para o Pacu. Vendido a R$ 17 o quilo, o peixe foi um dos mais mencionados pelos comerciantes da Ponta da Praia, seguido pelo Salmão a R $38, Cação a R$ 28, Curvina a R$ 16 e o sempre bem cotado camarão, a R$ 38.

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