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Comerciantes reclamam do baixo faturamento no Dia das Crianças

Segundo a pesquisa, 73% dos comerciantes esperavam que as vendas deste ano superassem as do ano passado

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12 OUT 2016Por Da Reportagem10h00
Pesquisa do Sindicato do Comércio Varejista, realizada em setembro, revelou otimismo por parte dos comerciantes, mas expectativa não foi alcançada em outubroFoto: Rodrigo Montaldi/DL

Contrariando pesquisa realizada em setembro pelo Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista, que revelava o otimismo dos comerciantes em relação ao aumento das vendas para o Dia das Crianças, às vésperas da data a expectativa dos lojistas foi frustrada, pois o faturamento está abaixo do esperado.

Segundo a pesquisa, 73% dos comerciantes esperavam que as vendas deste ano superassem as do ano passado, 25% deles apostaram em um desempenho semelhante ao de 2015 e somente 2% avaliaram uma possível queda no faturamento.

Adriana Borba trabalha há dois anos em uma loja de brinquedos, no Gonzaga. “Esse ponto existe há 15 anos e pelo que ouvi dos vendedores mais antigos, este foi o mais fraco de todos”, afirma.

Paulo Siqueira também opinou no mesmo sentido. Gerente há 10 anos de uma loja de artigos de R$ 1,99, contou que estava esperançoso com as vendas do dia 12 de outubro. “Focamos na vitrine, expondo tanto os brinquedos mais caros quanto os mais em conta. Mesmo assim, a procura está baixa”, explica.

De acordo com Paulo, a queda das vendas não é sentida somente em datas especiais. “O ano todo está fraco. Estamos tentando manter os preços de 2015 e atrair clientes facilitando a forma de pagamento e oferecendo brindes. A embalagem para embrulhar os presentes, por exemplo, não é cobrada”, esclarece.

Comércio de rua

Os conhecidos camelôs também se prepararam para a data. Em todo o comércio popular é possível observar brinquedos em posição de destaque. Porém, até a busca pelas famosas lembrancinhas caiu.

“O preço dos produtos aumentou e, consequentemente, a gente precisou repassar ao consumidor. Acrescentamos só R$ 4,50 no lucro e mesmo assim, os clientes pedem desconto”, lamenta a vendedora ambulante Marcela Jesus, de 26 anos.

Como a negociação na base do abatimento do preço complica o ganho da comerciante, ela também optou pela entrega de brindes como fone de ouvido ou itens de menor valor. “É a arte do comércio”, lembra Marcela.

Crise

A atual situação econômica do País foi o argumento mais citado pelos entrevistados, que só manifestaram otimismo na mudança do cenário em longo prazo.

Uma rede de lojas do ramo infantil contabilizou a queda de 5% do faturamento nas vendas em relação ao ano anterior.

“Ainda aguardamos os clientes que deixam para a última hora para reverter essa situação e igualar o faturamento de 2015”, informou a assessoria.  

Às vésperas do dia 12, Joana D’Arc Medeiros saiu para procurar o presente da filha e do afilhado. Fez pesquisa de preço em três lojas até achar o que melhor cabia no bolso.

“Peço para ela me dizer três opções de presentes que gostaria de ganhar. Compro aquele que se encaixa melhor na nossa realidade. Acho importante que a criança tenha noção de que nem sempre é possível comprar o que desejamos”, conta ela que ao final das contas, economizou R$ 130 em relação ao valor gasto nos presentes do ano passado.

Yan de Oliveira, de 12 anos, acompanhava os avós na procura de um presente para a irmã. Ao ser questionado sobre o que iria pedir no Dia das Crianças, respondeu: “Nada. Ganhei um iPhone. Prefiro isso do que brinquedos”, assumiu.

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