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Clima seco favorece colheita do café

De acordo com o setor de meteorologista do Climatempo o clima vai continuar 'amigável' para os cafeicultores

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14 SET 2017Por Da Reportagem11h31
O tempo seco tem colaborado para a colheita de café em diversas regiões do BrasilFoto: Divulgação

O tempo seco tem colaborado para a colheita de café em diversas regiões do Brasil. De acordo com o segundo levantamento da safra 2017, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estima-se que até o final de agosto a colheita chegue aos 92,6% no Brasil e 91% em Minas Gerais (maior produtor do grão).

“A expectativa é de que a colheita em Minas termine até outubro. No restante do país, principalmente na Bahia e no Espírito Santo, a colheita deve se estender até dezembro”, afirma o engenheiro agrônomo da Conab, Fabiano Vasconcelos.

O engenheiro diz ainda que o clima seco favorece a colheita do café. “Isso permite a maturação uniforme dos frutos e garante a boa qualidade dos grãos. Além disso, para a colheita mecanizada, o solo deve estar seco, para que as colhedeiras possam trabalhar de forma mais eficiente”, finaliza.

De acordo com o setor de meteorologista do Climatempo o clima vai continuar “amigável” para os cafeicultores. “O ar seco ainda vai predominar na Bahia e em Minas Gerais neste mês de setembro. O interior do Espírito Santo também fica muito quente e com pouca chuva”, afirma.

Para o mês de outubro, a tendência é que as pancadas de chuva comecem a retornar aos poucos nos três estados brasileiros, mas sem prejuízos para as safras de café.

Certificação de procedência

Quatro novos produtos conquistaram, desde setembro do ano passado, a certificação de indicação de procedência geográfica no país. Segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi), agora o país conta 53 produtos certificados de acordo com a região onde são produzidos.

Os novos itens registrados junto ao Inpi são o inhame da região São Bento de Urânia (ES), a erva-mate de São Matheus (PR), as uvas finas de mesa de Marialva (PR) e o mel de abelhas do oeste do Paraná.

Crescimento considerável

A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve fechar 2017 com um crescimento de 30,4% em relação ao ano passado. Segundo a estimativa de agosto deste ano, do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgado pelo Instituto Brasileiro de ­Geografia e ­Estatística (IBGE), o ano deve ser encerrado com uma safra de grãos de 240,9 milhões de toneladas.

Mais arroz na mesa

É estimada ainda alta na produção do arroz (16,2%). Vinte dos 26 produtos pesquisados pelo IBGE devem ter crescimento, entre eles o café canephora (33,3%), as três safras de feijão (40%, 26,9% e 7,2%, respectivamente), a laranja (6,9%), o algodão herbáceo (10,5%), a cebola (7,8%), cana-de-açúcar (1,3%) e as três safras de batata-inglesa (5,1%, 7,2% e 2,8%).

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