Santos

Ciro Gomes promete plebiscitos para discutir reformas

A proposta foi citada ontem durante o primeiro ciclo de palestras realizado pela Associação Cultural José Martí, na Universidadae Santa Cecília

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12 DEZ 2017Por Vanessa Pimentel11h00
Em relação à Reforma da Previdência, Ciro acredita que o modelo está errado, já que a demografia mudou, mas a reforma desconsidera o fatoFoto: Rodrigo Montaldi/DL

O pré-candidato à Presidência do Brasil pelo PDT (Partido Democrático Trabalhista), Ciro Gomes, afirmou que, caso eleito em 2018, fará um plebiscito para debater em seis meses uma grande reforma fiscal envolvendo a Previdência, o sistema tributário e a reforma política. A proposta foi citada ontem durante o primeiro ciclo de palestras realizado pela Associação Cultural José Martí, na Universidadae Santa Cecília, com cerca de 600 pessoas.

“A primeira grande tarefa é mobilizar a população para, de forma organizada - consultando as experiências internacionais e a legislação comparada - debatermos durante seis meses o conjunto de reformas que eu vou propor ainda na campanha. Uma grande reforma fiscal que envolve Previdência e sistema tributário e uma reforma política. Depois de diversos debates nós vamos marcar a data para votar. Votou, ótimo, país avança. Não votou, vamos mobilizar a sociedade para votar diretamente através de plebiscitos e referendos”, declarou.

Questionado sobre a administração dos portos do país, em especial o Porto de Santos, Ciro foi categórico: “Entre desastrosa e criminosa. A chegada (dos navios) em Santos, por exemplo, é um desafio que não se consegue resolver. Há um eterno problema de dragagem e uma administração pouco profissional”. A solução, segundo o pré-candidato, seria que a gestão do complexo ficasse reservada aos profissionais da área.

Em relação à Reforma da Previdência, Ciro acredita que o modelo está errado, já que a demografia mudou, mas a reforma desconsidera o fato.

“Hoje nós temos 1,6 brasileiros ocupados para financiar uma aposentadoria com expectativa de 73 anos, essa conta não fecha. Também não alcançamos o grande problema da previdência que são os privilégios.

Hoje 2% dos brasileiros levam ¼ de todo o benefício da Previdência e eles não tocaram nisso. São os juízes, os procuradores, os políticos. Michel Temer se aposentou com 55 anos”, aponta.

Debate

O presidente da Associação Cultural José Martí da Baixada Santista, Anibal Ortega, explicou que o debate faz parte de um projeto da instituição chamado “José Martí ­Discute o Brasil”. A ideia nasceu, de acordo com ele, pela gravidade da situação política atual do país.  

“Eu tenho quase 80 anos e vivi muitas coisas no Brasil, mas hoje nós perdemos o sentido de brasilidade, de pátria. O Brasil não tem pátria, o pobre foi deseducado e a pátria do rico é onde tem dinheiro, em Miami. A preocupação nossa é tentar criar uma pátria nos país”, esclarece.

Além de Ciro, a associação quer trazer uma série de convidados até as eleições do ano que vem, entre eles, outros pré-­candidatos como Guilherme Boulos, Nildo Euriques, Manuela D’Ávila e Lula.

Um dos temas propostos pelo encontro foi o nacionalismo e  a privatização. Questionado sobre a questão do extremismo que envolve o nacionalismo, Ciro disse que é preciso ter um projeto nacional econômico, sem excluir o país da comunidade internacional.

“A questão nacional está mais viva do que nunca, mas nós precisamos que essa questão não tenha uma atitude xenófoba que exclua o país de uma ­comunidade internacional de nações. A ideia econômica é um projeto nacional porque as condições de produzir, de pagar salário, de gerar emprego, etc, não são ­globais”, acredita.

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