Entrada da Cidade

Chuvas causam alagamentos e deslizamento de terra em Cubatão

Técnicos da Defesa Civil constataram um deslizamento de médio porte na comunidade da Mantiqueira

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14 MAR 2018Por Da Reportagem08h00
A Defesa Civil esteve no local do deslizamento para tomar as providências mais imediatasFoto: Rodrigo Montaldi/DL

As fortes chuvas que atingiram a Baixada Santista na madrugada e manhã de ontem causaram alagamentos na região. Além das cheias, Cubatão também sofreu um deslizamento de terra nas encostas da comunidade Mantiqueira, situada na divisa continental com o município de Santos.

Ainda pela manhã, a Defesa Civil esteve no local do deslizamento para tomar as providências mais imediatas de atendimento à população da comunidade da Mantiqueira. “Os técnicos da Defesa Civil observaram um deslizamento de médio porte, sendo que o material se depositou parcialmente nos fundos de uma residência, cujo dono está viajando”, informou o órgão. Por precaução, uma família residente nas vizinhanças foi abrigada em casa de parentes.

“A chuva foi forte nesta madrugada. As famílias ficaram acordadas, com medo de deslizamentos”, disse Adison de Jesus Oliveira, que reside próximo ao local do deslizamento. “Estava descendo muita chuva. As crianças nem foram para aula de manhã”, complementou.

De acordo com a Prefeitura, o problema em Cubatão não foram as chuvas dentro do município, mas as ocorridas no alto da Serra.  “A água da chuva foi para o Rio Mogi, fazendo com que este se elevasse bastante, alagando trechos no Polo Industrial, que é situado no vale do Rio Mogi”, comentou a Prefeitura.

Cubatão também registrou alagamentos em diversos pontos do Vale Verde; no Morro do Índio - Caminho São Marcos; e uma inundação no Caminho dos Pilões, nas proximidades do Rio Cubatão.

Outros prejuízos

Segundo a Prefeitura, o relatório preliminar da Coordenadoria Municipal da Defesa Civil (Comdec) registrou a queda de uma árvore de médio porte sobre a linha férrea, nas proximidades da passagem de nível da Avenida Joaquim Miguel Couto, confirmada por representante da MRS Logística.

Às 10h da manhã de ontem, o nível dos rios na área industrial estava em 5,10m e com tendência de alta. “As chuvas nas cabeceiras do Rio Mogi levaram ao transbordamento deste rio e consequente alagamento das imediações da Avenida Engenheiro Plínio de Queiroz”, explica a Administração Municipal.

O alagamento da área prejudicou as atividades de empreendimentos como o Ecopátio e o Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam), dificultando também a passagem de veículos pela Rodovia Cônego Domênico Rangoni.

Santos volta a registrar alagamentos na entrada da Cidade

A entrada de Santos voltou a registrar alagamentos e causar transtornos ao trânsito no local. De acordo com a Defesa Civil, foram registrados 10,4mm de chuva nas últimas 72h. O acumulado do mês, até às seis da manhã de ontem, era de 179,6mm.

Na Avenida Nossa Senhora de Fátima, sentido São Vicente/Santos, veículos pequenos estavam sendo desviados para a Rua Bóris Kauffmannn. Já no sentido Santos/São Vicente, os carros de passeio não passavam desde a Avenida Martins Fontes até próximo ao meio dia.

O mesmo aconteceu com a parte Central da Avenida Martins Fontes, que ficou transitável na faixa da esquerda dos dois sentidos até o início da tarde, normalizando depois. Veículos de pequeno porte não conseguiam passar pela direção Centro da via.

Policlínica Alemoa

Por causa dos alagamentos, a Policlínica da Alemoa/Chico de Paula fechou mais cedo. Para garantir a segurança dos usuários e servidores, a unidade de saúde encerrou as atividades por volta das 14h.

Segundo a Prefeitura de Santos, as consultas agendadas serão remarcadas e os pacientes comunicados. Hoje, o funcionamento deve ser retomado normalmente.

Outras cidades

Em São Vicente, foram registrados pontos de alagamentos, resultantes do acúmulo de chuva e da alta da maré. Segundo a Prefeitura, até a noite de segunda-feira, o índice pluviométrico mensal estava em 104,4mm. Porém, nas últimas 72 horas, o índice marcou 14,4mm, considerando estado de observação.

A Defesa Civil realizou vistorias nas áreas de risco previamente mapeadas, nos locais de alagamentos e próximo aos canais, comportas e morros. “Os principais pontos de alagamento são na região do Viaduto Mário Covas, na Vila Margarida, e na Linha Azul (Avenida Augusto Severo) e ruas próximas a esse anel viário”, comentou a Administração Municipal.

Praia Grande registrou 11mm de chuvas nas últimas 72h. Mas, segundo a Prefeitura, os pontos de acúmulos de água foram rapidamente escoados pelo sistema de drenagem e não houve registro de outras ocorrências.

A Defesa Civil de Bertioga não foi acionada para atender chamados. A chuva foi mais forte entre a Riviera de São Lourenço e o Centro da cidade. “Só no bairro Vista Linda, nas últimas 6 horas, choveu 72mm. Em Guaratuba, nas últimas 24h, choveu 13mm”, informou o órgão, que está em estado de atenção.

Em Mongaguá, o acumulado de chuvas nas últimas 24 horas é de 12,25 mm. Segundo a Defesa Civil, a precipitação está dentro da normalidade e nenhuma ocorrência foi registrada.

De acordo com as Prefeituras de Itanhaém, Peruíbe e Guarujá as chuvas não causaram nenhuma ocorrência.

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