20h : 46min

Conheça o
Caderno + DL

Ler

Assine o Jornal por R$8
por mês no plano atual

AssineLer Jornal

Cava em Cubatão será discutida hoje

O encontro contará com a explanação do professor e ambientalista Elio Lopes e do também professor e especialista em direito ambiental Alexandre ­Machado

Comentar
Compartilhar
03 AGO 2017Por Da Reportagem11h00
Ambientalistas estão preocupados com os problemas que a cava poderá causar ao ambiente de toda a regiãoFoto: Diário do Litoral

Hoje, às 19 horas, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos em Cubatão – Rua Cidade de Pinhal, 91, Parque Fernando Jorge – ambientalistas da região debaterão a possibilidade de instalação de uma cava de resíduos tóxicos industriais, de 25 metros de profundidade, que se situará ao lado da Ultrafértil. O encontro contará com a explanação do professor e ambientalista Elio Lopes e do também professor e especialista em direito ambiental Alexandre ­Machado.

A informação foi passada ontem pela comissão organizadora da discussão, formada por Pablo Antonio Garcia Gonzalez, do Coletivo Alternativa Verde; José Luiz Baeta, do Comitê Popular de Santos Memória, Verdade e Justiça; Wagner Dias de Almeida, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos; Condesmar Fernandes de Oliveira, da Rede Caiçara Ecosocialista; Maurício Ramos Antoniette, do Sindicato dos Petroleiros e Dionísio Matheus de Andrade, do Fórum da Cidadania e Meio Ambiente.

“Essa cava já está sendo decidida a revelia da população envolvendo três empresas. O licenciamento prévio foi feito em 2001 e não foi aceita a iniciativa. Agora, após 16 anos, retomaram a questão após terem conseguido a licença de instalação. O que é, no mínimo, muito estranho, pois uma licença prévia da Cetesb só tem cinco anos de validade. Ou seja, antes de mais nada, teria que ser refeito o processo de avaliação de impacto ambiental”, afirma Condesmar Fernandes.

Segundo os ambientalistas, de forma simplificada, a ideia é retirar resíduos sólidos e tóxicos de diversas indústrias da Cidade, fazer um buraco, enterrar o material e selar com areia. “Essa história a região conhece bem, pois já possuímos dezenas de descartes irregulares de resíduos. Um dos casos mais conhecidos é da Rhodia, na década de 90, que foi responsável pelo despejo de mais de 300 mil toneladas de organoclorados em Cubatão, São Vicente, Praia Grande e Litoral Sul região, entre eles o pó da china, que é extremamente cancerígeno. É preciso fazer um plano de resíduos tóxicos específico para Cubatão. E isso será debatido no encontro”, afirma Maurício Ramos, destacando os impactos negativos da cava para o ambiente regional.    .

 

Colunas

Contraponto