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Câncer e infecções matam mais jovens na Baixada Santista

Em 2016, tumores e doenças infecciosas foram as principais causas de morte de pessoas até 49 anos na região

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16 JUL 2017Por Diário do Litoral10h00
No ano passado, 3.391 pessoas morreram no Sistema Único de Saúde (SUS) na região; 794 tinham até 49 anosFoto: Rodrigo Montaldi/DL

A Baixada Santista registrou o maior índice de mortes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de pessoas até 49 anos no estado de São Paulo em 2016. Dos 3.931 óbitos oficializados na região no passado, 794 foram de indivíduos nesta faixa etária. As doenças do sistema circulatório e os tumores lideraram o quadro de morbidade na população geral. Entre os mais jovens, o câncer ficou na frente seguido das infecções. Os dados foram coletados pelo Diário do Litoral no DataSus, sistema de informações do Ministério da Saúde.  
Entre os indivíduos até 49 anos, o maior número de mortes foi registrado em crianças menores de um ano – 210 no total - boa parte ocasionada por problemas no pós-parto ou má formação congênita. A mortalidade infantil no perinatal foi maior no município de Praia Grande, que concentrou 38 óbitos, e São Vicente (31), Guarujá (31), Santos (29), Itanhaém (12), Cubatão (11), Peruíbe (9), Mongaguá (4) e Bertioga (4) respectivamente.

Os tumores são a segunda causa de morte na população até 49 anos – foram 107 óbitos registrados no passado. Guarujá concentrou o maior número de casos – 25 no total – seguido de São Vicente (22), Santos (18), Praia Grande (16), Itanhaém (9), Bertioga (6), Peruíbe (5), Mongaguá (4) e Cubatão (2). Entre as mulheres, os cânceres de mama, útero, genital e pulmão lideraram. Já a leucemia e as neoplasias de esôfago, reto, genital, boca e pulmão mataram mais homens nesta faixa etária em 2016.

Septicemia

Outro destaque das mortes até os 49 anos vai para as doenças infecciosas ou parasitárias. Elas ocasionaram o óbito de 91 pessoas na região. O maior número foi em São Vicente (30). Curiosamente, dos 33 registros de morte por septicemia na Baixada Santista, 12 foram no município. Santos, Cubatão e Praia Grande registraram cinco mortes cada uma por infecção generalizada. Guarujá (3), Itanháem (2) e Mongaguá (1).
As doenças respiratórias foram a terceira principal causa de morbidade na faixa etária até os 49 anos – 89 registros.

Já os óbitos por lesões (acidentes), envenenamento ou fatores externos (violência) foram maiores entre os homens – 63 casos contra 18 do público feminino. Do total, mais da metade dos casos ocorreram em São Vicente - 25 mortes deste tipo - e em Guarujá, que registrou 20. Destaca-se também a faixa etária, quase metade do total de óbitos – 30 – ocorreu entre os 10 e os 29 anos.

Aids

O número de mortes registradas como em decorrência do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) no ano passado também é destaque até os 49 anos. Do total de 25 óbitos na Baixada, mais da metade – 17 – foi nesta faixa etária. São Vicente registrou sete mortes, Santos cinco, Praia Grande três e Guarujá duas.

Dez mortes por HIV foram registradas nas idades entre 40 e 49 anos e as outras sete na faixa etária dos 15 aos 39 anos. Do total de óbitos, 11 foram de homens e seis de mulheres.

Gravidez

Das nove mortes registradas em decorrência de complicações na gravidez na Baixada Santista, cinco foram de mulheres com idades entre 30 e 39 anos.

Mortes na Baixada têm característica diferente

O Diário do Litoral também analisou o perfil das mortes até os 49 anos de algumas regiões do estado. Ao contrário da Baixada Santista, que tem característica diferente, nas áreas verificadas a principal ­causa de morte são as infecções. Na Grande São Paulo, a morte de crianças menores de um ano ficou em segundo lugar.

Na região de Campinas, as principais causas de morte foram as ­infecções, as doenças respiratórias e do sistema circulatório. Na região de Jundiaí, os óbitos por infecções também lideraram, seguidos dos tumores e das moléstias do aparelho digestivo.

Na região de Piracicaba, as infecções seguiram na frente. O câncer e as doenças respiratórios foram as outras duas principais causas de morte.

Já na Grande SP, depois das mortes por infecções e de crianças menores de um ano em decorrência de ­complicações no perinatal, as doenças do aparelho circulatório vitimaram fatalmente mais pessoas.

Homens morrem mais e septicemia é grande em SV

Os homens morreram mais que as mulheres em 2016 na Baixada Santista. Dos 3.391 óbitos, 2.071 é referente ao público masculino e 1.860 feminino. As doenças do sistema circulatório, seguidas das neoplasias (tumores) e das moléstias do aparelho respiratório foram as que mais mataram no ano passado.

As doenças do sistema circulatório vitimaram fatalmente 782 pessoas – 411 homens e 371 mulheres. As neoplasias (tumores) mataram 694 indivíduos – 356 do gênero masculino e 338 feminino. Já as doenças respiratórias causaram o óbito maior entre as mulheres – 327 contra 320 dos homens.

Entre as mulheres, os tumores de mama, pulmão e útero causaram mais mortes em 2016. Já os tumores de pulmão, esôfago e estômago foram os vilões dos ­homens.

A septicemia (infecção generalizada) vitimou fatalmente 159 pessoas. Mais da metade dos óbitos – 78 - foram registrados em São Vicente.

 

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