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Ba-bahianas Sem Taboleiro espera mais de 100 mil foliões neste domingo em SV

Maior bloco carnavalesco do Estado comemora 81 anos desfilando na orla do Gonzaguinha

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07 FEV 2018Por Da Reportagem19h15
A concentração será a partir das 10h, na Praça Vinte e Dois de JaneiroFoto: Reprodução/Facebook

A irreverência e a alegria tomam conta do Gonzaguinha neste domingo (11), com o bloco Ba-bahianas Sem Taboleiro, que este ano completa 81 anos com o tema “Gente de Casa Faz Milagres”. A concentração será a partir das 10h, na Praça Vinte e Dois de Janeiro, seguindo às 11h pela orla até a Av. Antonio Rodrigues.

O maior grupo carnavalesco do Estado de São Paulo espera reunir o mesmo número de foliões de 2017, quando 100 mil pessoas foram às ruas, entre moradores da Baixada, turistas de outras regiões e até de outros estados brasileiros.

Tradicionalmente, os homens usam roupas femininas na brincadeira. Mas cada um pode ir como se sentir melhor. “Só pedimos que todos cheguem com muita alegria, porque é uma festa familiar. Aliás, convidamos a família para participar. Vamos manter o Carnaval vivo, com empolgação, espírito de brincar e sem violência”, conclui o presidente do bloco, Fabiano Cutino.

Há 54 anos participando da festa, o presidente de honra Nazir Elias Estefan sairá pelo 40º ano seguido com vestes de baiana e turbante a La Carmem Miranda. A disposição é a mesma há décadas. “Não canso e não vou cansar até morrer”, diverte-se Nazir.

Edison Rodrigues dos Santos será o porta-estandarte pela décima vez consecutiva. A responsabilidade é grande, mas ele conta estar acostumado a puxar o bloco. “No começo, dava um certo nervosismo, mas, agora, já tiro de letra”.

Para garantir um Carnaval com respeito, não será permitido portar produtos como spray de espuma, esguichos d´água e garrafas. Também haverá revista realizada pela PM na entrada.

Abadás

Quem quiser uma recordação do bloco, pode adquirir o abadá por R$ 20 (dois por R$ 30) na Sofia Bolsas e Valentina Baby Luxo (Galeria Roma - na Rua João Ramalho, 815), Boneca de Luxo (Boulevard Shopping - Rua Martim Afonso, 220) e Camaleoa (Brisamar Shopping - Rua Frei Gaspar, 365).

História

Inicialmente, o bloco se chamava Bahianas sem Taboleiro (as palavras “Bahiana” e “Taboleiro” seguem até hoje a grafia original). “Toda baiana tem um tabuleiro, mas a nossa é diferente, irreverente”, justifica o presidente de honra, Nazir Elias Stefan. Nazir explica que em meados dos anos 1960 o nome passou a ser “Ba-bahianas sem Taboleiro”, em homenagem ao primeiro presidente, Alberto “Babá” Sbravati, falecido em 1957. Em sua primeira edição, no ano de 1937, cerca de 60 foliões foram para as ruas com a proposta de curtir o Carnaval usando trajes femininos.

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