08h : 12min

Conheça o
Caderno + DL

Ler

Assine o Jornal por R$8
por mês no plano atual

AssineLer Jornal

48% dos lojistas devem abrir vagas extras para temporários

Segundo o Sindicato do Comércio Varejista, a oferta de vagas é maior do que no ano passado

Comentar
Compartilhar
15 OUT 2016Por Da Reportagem08h00
A pesquisa mostra que 48% dos empresários entrevistados pretendem contratar ao menos um funcionário extra para a temporada 2016/2017Foto: Luiz Torres/DL

A abertura de vagas para comerciários temporários para este final de ano deverá ocorrer a partir de novembro e não é tão animadora, segundo pesquisa realizada pelo Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista. Apenas 48% dos lojistas da Baixada Santista entrevistados devem abrir vagas extras, eles pretendem contratar ao menos um funcionário extra para a temporada 2016/2017.

No entanto, para o sindicato os números são positivos, pois no ano passado, conforme levantamento realizado na época, apenas 34% dos comerciantes contrataram trabalhadores temporários.

Para 52% dos lojistas, no entanto, o quadro atual de colaboradores deve suprir a demanda durante o período.

A pesquisa apontou ainda que entre os comerciantes que aumentarão a equipe, 42% disseram que devem contratar dois funcionários extras. Para 33%, o reforço será de apenas um colaborador. Já entre 12% dos empresários, a expectativa é admitir três temporários, enquanto 10% pretendem ter mais quatro pessoas na equipe. Por fim, 3% têm intenção de abrir cinco ou mais postos de trabalho.

De acordo com a maioria dos entrevistados (53%), as contratações temporárias devem começar em novembro, enquanto 42% dos lojistas disseram aguardar o mês de dezembro para convocar novos funcionários. Apenas 5% dos entrevistados disseram iniciar a contratação no mês de outubro.

“A pesquisa mostra que os comerciantes devem retardar um pouco o início das contratações, deixando para admitir mais próximo das semanas que antecedem o Natal, que é o período de maior movimentação de consumidores durante toda a temporada”, explica o gerente administrativo do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista, Marco Antonio Guimarães.

Para 66% dos lojistas, as vendas durante toda a temporada 2016/2017 serão melhores que no mesmo período passado (65% dos entrevistados em 2015). Já para 25%, o desempenho deverá se manter (29% no ano anterior), enquanto 9% dos comerciantes acreditam na diminuição do faturamento (6% em 2015).

Entre os comerciantes que esperam aumento nas vendas, 32% deles estimam crescimento na faixa entre 5% e 10%. Outros 25% dos entrevistados creem em aumento entre 10% e 15%, enquanto 23% dos entrevistados esperam alta de, no máximo, 5%. A faixa de acréscimo acima de 15% foi citada por 20% dos empresários.

Já entre os empresários que projetam um cenário negativo neste ano, 80% deles apontaram a crise econômica como o principal motivo para uma possível queda nas vendas, seguido dos itens aumento da concorrência (11%) e desinteresse dos consumidores pela Baixada Santista (9%).

Mesmo com o aumento na quantidade de comércios oferecendo postos de trabalho temporários, o total de vagas neste ano deve ser um pouco menor em relação a 2015.

“Havia cerca de 3 mil vagas, ao todo, no ano passado. Em 2016, a estimativa é de cerca de 2 mil oportunidades na região. As empresas continuam contratando, mas há uma mudança no número de colaboradores. Se antes o comércio chamava quatro pessoas, por exemplo, hoje irá admitir somente duas”, explica Guimarães.

Guimarães: quadro é favorável à efetivação

Historicamente, após as festas de final de ano, entre dezembro e janeiro, muitas dessas vagas são eliminadas, já que nem todos os empregados temporários são absorvidos pelas empresas. Janeiro costuma ser o mês no qual há maior eliminação de vagas formais no comércio varejista, resultado do desligamento de trabalhadores temporários.

Na última temporada, a queda das receitas, somada ao aumento dos custos e à falta de perspectiva de recuperação das vendas, levou os empresários do comércio a reduzir despesas, o que, em muitos casos, significou diminuição do quadro de funcionários.

Para este ano, com a estimativa de recuperação da economia, o quadro é mais favorável. “Apesar de o nome temporário sugerir que essa não é uma vaga fixa, o funcionário que fizer um bom trabalho no atendimento ao cliente tem grandes chances de conquistar o empregador e se juntar à equipe efetiva da loja após o fim da temporada”, lembra o gerente do Sindicato, Marco Antonio Guimarães.

O levantamento foi realizado entre os dias 26 de setembro e 10 de outubro de 2016, com 700 entrevistados, nas nove cidades da Baixada Santista. A pesquisa tem caráter quantitativo, pelo método de levantamento com amostra aleatória simples e estratificada.

Colunas

Contraponto

Construtora CredLar