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A verdade da Bola

José Calil

José Calil é jornalista e administrador esportivo. Trabalhou em alguns dos principais veículos de comunicação do país. Foi gerente de futebol do Grêmio Barueri e Secretário de Esportes da cidade. Atualmente é âncora e comentarista na Rádio Transamérica.

Viagens complicadas, adversários nem tanto

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01 DEZ 2017Por José Calil17h19

Tite e Edu Gaspar torceram muito para que o Brasil caísse no grupo B. Seria muito melhor em relação aos deslocamentos e a possíveis adversários a partir da segunda fase. O grupo D também servia. Mas a bolinha mandou a nossa Seleção para o grupo E. Isso implica em vantagens e desvantagens.

A principal vantagem é o nível dos adversários. A Suíça é o melhor deles. Tem uma defesa forte, marca demais e vai exigir do nosso time muita paciência. Há ainda o peso da estréia, que sempre faz com que o time renda menos por causa da ansiedade. Mas Costa Rica e Sérvia, que virão na sequência, são oponentes de transposição tranquila.

A principal desvantagem é a intensidade dos deslocamentos que o time de Tite terá que fazer. Ao optar por Socchi, a CBF escolheu colocar a Seleção num local tranquilo, com boas acomodações para hospedagem e treinamentos. Mas distante das demais sedes. Ao cair no grupo E o Brasil perdeu a chance de jogar qualquer partida aonde estará hospedado. E isso não é bom.

Para que todos possam compreender melhor, a Rússia é um país de dimensões continentais. É maior que o Brasil. Com climas e horários diferentes. Numa comparação, o Brasil vai ficar em Manaus e vai jogar em Porto Alegre, Florianópolis e Campo Grande. Mesmo com avião próprio esses deslocamentos são chatos. Exigem que os treinos sejam mais curtos. Demandam cuidados extras, com alimentação e recuperação dos atletas.

Outro problema é a chance de pegar a Alemanha logo no primeiro mata-mata. Seria terrível para ambos os países e para a Copa como um todo. É fundamental, portanto, que o Brasil fique no seu grupo na mesma colocação que a Alemanha no dela. Nesse caso só encontraríamos os alemães numa hipotética final.

As cartas estão na mesa. A Alemanha é a principal favorita. Num bloco abaixo temos Brasil, Argentina, França e Espanha. Uma ou outra surpresa sempre aparece. Mas sem fôlego para erguer a taça.

 

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