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A verdade da Bola

José Calil

José Calil é jornalista e administrador esportivo. Trabalhou em alguns dos principais veículos de comunicação do país. Foi gerente de futebol do Grêmio Barueri e Secretário de Esportes da cidade. Atualmente é âncora e comentarista na Rádio Transamérica.

E lá se foi Kaká

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28 DEZ 2017Por José Calil16h28

Conheci Cacá no ano 2000, quando era jogador sub-20 do São Paulo. Sim, ainda escrito com C. A escrita com K veio depois, quando os marqueteiros acharam que ficava mais bonito. Por incrível que pareça ele não era considerado o melhor jogador da base do Tricolor. Antes estavam Renatinho, Júlio Baptista e Harison. Mas bastaram poucos jogos para que as pessoas percebessem que estava surgindo um craque. E a história foi testemunha.

A aposentadoria anunciada ontem vem em boa hora. Não dava mais. Intermináveis contusões com dores cada vez mais incômodas inviabilizaram a sequência da sua carreira em alto nível. Nessas circunstâncias a decisão mais inteligente é parar. E, convenhamos, inteligência jamais faltou a Kaká, nem dentro, nem fora de campo.

Obviamente o ponto mais alto da carreira dele foi em 2007, quando o troféu de melhor jogador do mundo, ganho tantas vezes por Messi e Cristiano Ronaldo, foi para as suas mãos, entregue por Pelé, na sede da FIFA, em Zurich, na Suíça. Pela Seleção Kaká disputou três Copas: 2002 como reserva, jogando só alguns minutos, 2006 e 2010 como titular absoluto. Na África do Sul, inclusive, foi líder e capitão do time. Mas aquele terrível segundo tempo contra a Holanda lhe tirou qualquer possibilidade de erguer a taça.

Kaká deixa um legado de técnica refinada, de inteligência para se posicionar e para fazer escolhas dentro de campo e de ética para agir fora dele. Sem dúvida um atleta acima da média em todos os sentidos. Tomara que continue nessa linha de conduta na nova carreira que pretende abraçar, de dirigente esportivo. Se assim for o clube ou a federação que apostarem nele sairão farão um grande negócio.

 

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