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Vigilância sanitária na produção de alimentos no Brasil está atrasada 83 anos

E isso põe em risco saúde da população

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17 SET 2017Por Nilson Regalado12h00
O Brasil é o maio produtor mundial e principal exportador de café, açúcar e suco de laranja, segundo maior produtor de soja, segundo maior exportador de milho, terceiro maior exportador de algodão e terceiro maior produtor mundial de frutasFoto: Pedro Revillion/Palácio Piratini

Maior produtor mundial e principal exportador de café, açúcar e suco de laranja, segundo maior produtor de soja, segundo maior exportador de milho, terceiro maior exportador de algodão e terceiro maior produtor mundial de frutas, o Brasil ainda vive no tempo em que Getúlio Vargas governava o País, no tempo em que Hitler se tornava líder das forças armadas na Alemanha, no tempo em que a seleção brasileira não havia chegado sequer a uma final de Copa do Mundo. Pelo menos é assim na agropecuária.
Responsável por quase metade de tudo o que o País exporta, por quatro em cada dez empregos no Brasil e por um quarto do PIB, o setor vem sustentando a economia do País em 2017. O problema é que o agro convive com o anacronismo de uma agricultura de ponta que forma legiões de milionários pelo campo, mas ainda fomenta o flagelo do trabalho escravo e mantém boias-frias e agricultores familiares a sobreviver com dificuldade, sem educação nem conforto.

Só para se ter ideia, o decreto que rege a vigilância sanitária na produção de frutas, legumes, verduras e grãos é de 1934, mesmo com toda a revolução tecnológica que permitiu ganhos astronômicos de produtividade nos pomares e lavouras nos últimos 83 anos. E isso é um risco para o consumidor.

Não há sequer uma autoridade que seja responsável exclusivamente pela vigilância específica do setor, cabendo à Anvisa fiscalizar de remédios para câncer e aids, até deliberar sobre o alimento que chega na mesa das famílias.

Diante dessa constatação, a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados promoveu nesta semana uma audiência pública para dar início a um processo de reformulação do decreto de 1934 que rege a vigilância sanitária agropecuária. A ideia é promover o debate com a sociedade a fim de elaborar um projeto de lei que contemple a nova realidade do setor.

Previsão de La Niña...
O Serviço Nacional de Clima dos EUA aumentou a chance de um novo La Niña durante a primavera/verão do hemisfério sul. Conforme relatório divulgado nesta semana, o risco de o fenômeno se desenvolver subiu de 55% para 60%. E o La Niña é sinônimo de seca no Sudeste e no Sul do Brasil.

...acende alerta para seca em SP
Em agosto, as águas do Pacífico seguiram esfriando, ficando quase abaixo da média que indica neutralidade climática. Segundo os meteorologistas e climatologistas norte-americanos, mudanças na movimentação dos ventos também começam a reforçar a possibilidade de ocorrência do La Niña.

Alimento funcional...
O cogumelo é um alimento funcional de alto valor nutricional, rico em proteínas, vitaminas, fibras, carboidratos, minerais e com baixo teor de gordura. Mas o Brasil produz só 17 mil toneladas/ano, embora consuma 57 mil toneladas/ano. E a importação encarece o produto...

...desprezado no Brasil
Aqui, o consumo é de 288 gramas de cogumelo por habitante/ano, pouco diante de franceses e alemães, que consomem até 4 quilos/ano. Embora existam mais de 400 variedades de cogumelos comestíveis, no Brasil as mais cultivadas e consumidas são shimeji, shiitake, piedade e rei.

Azeite brasileiro reconhecido...
Dois azeites de oliva extra virgem produzidos no Rio Grande do Sul pela marca Prosperato foram premiados no 14º Concurso Internacional de Mendoza, na Argentina. O evento integra o ranking mundial de premiações de azeites extra virgem. No total foram apresentadas marcas de 17 países.

...em premiação internacional
Os premiados foram o Premium, blend (mistura) de azeitonas das variedades arbequina e arbosana, e o Exclusivo da variedade picual, que recebeu o Prestigio Oro. A marca recebeu também a premiação de "Mejor diseño", referente ao design das garrafas. A Prosperato passa a acumular 11 prêmios internacionais em apenas dois anos.

Filosofia do campo:
“A colheita é comum, mas o capinar é sozinho”, João Guimarães Rosa (1908/1967), escritor mineiro, in ‘Grande Sertão: Veredas’.

 

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