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PGR deve tomar uma decisão 'dura' sobre caso JBS, diz Maia

Joesley Batista, Francisco de Assis e Silva e Ricardo Saud foram ouvidos nesta quinta (7) por procuradores

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08 SET 2017Por Folhapress04h30
Maia projetou ainda um cenário de votação da reforma da Previdência para outubro deste anoFoto: Agência Brasil

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quinta-feira (7) que espera uma decisão "dura" da PGR (Procuradoria-geral da República) sobre os novos desdobramentos do caso JBS.

"Acho que a Procuradoria vai tomar a decisão correta. A Procuradoria tem tomado decisões duras e eu não tenho dúvida de que nesse caso específico, depois de ouvir os delatores hoje e o ex-procurador amanhã, vai tomar uma decisão dura como tomou em outros casos", disse após deixar o desfile de 7 de setembro em Brasília.

No mesmo momento em que autoridades participavam do desfile, desembarcaram em Brasília executivos da J&F para prestarem depoimentos na sede da PGR.

Joesley Batista, Francisco de Assis e Silva e Ricardo Saud foram ouvidos nesta quinta (7) por procuradores. Eles foram chamados para prestar esclarecimentos sobre acordo de delação premiada firmado no início deste ano.

Maia disse ainda que o anúncio feito na última segunda-feira (4) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, gerou "perplexidade".

Na última segunda-feira (4), Janot anunciou a abertura de uma investigação para apurar possíveis irregularidades nas negociações da colaboração.

Ao ser questionado sobre uma nova denúncia contra Temer, Maia enumerou os acontecimentos desta semana, que vão desde a coletiva da PGR até a descoberta de malas com R$ 51 milhões escondidas em um apartamento na Bahia, cujos valores são atribuídos ao ex-ministro Geddel Vieira Lima.

"Quando me perguntam sobre 2018, eu digo que se só numa semana aconteceram tantos fatos, faltam 100 anos para 2018 chegar", disse.

O presidente da Câmara disse que a Casa respeita as decisões da PGR, sobre uma eventual nova denúncia contra Temer, mas que a decisão caberá aos deputados. "Nenhuma decisão da PGR tem descrédito. Ela [denúncia] pode ser aceita ou não como a primeira", disse. "Nós respeitamos a PGR e temos a soberania de decidir por maioria."

Maia projetou ainda um cenário de votação da reforma da Previdência para outubro deste ano. Disse que, para isso, o governo precisa ajudar a Câmara a garantir o quorum necessário para aprovar o projeto.

Já o ministro Moreira Franco (Secretaria de Governo) declarou que uma "espetacularização" atrapalhou o avanço da agenda econômica.

"Os números que nós temos hoje poderiam ser muito maiores. A reforma da Previdência, não tivesse havido toda essa espetacularização, já poderia ter sido votada. Estaria tudo muito bem", disse.

Sobre as investigações em andamento, Moreira disse que espera que haja cautela e serenidade por parte do Poder Judiciário.

Para o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), a atuação dos delatores é um "deboche" à sociedade brasileira e que houve "precipitação" no tratamento do caso pelos procuradores. "Não se pode deixar que se premie, mais uma vez, a bandidagem e o deboche no país", afirmou ao deixar o desfile.

Polícia Federal

O ministro Torquato Jardim (Justiça) confirmou que o governo trabalha para substituir o atual diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello. Há uma lista de três nomes que podem ocupar o posto. Jardim afirmou que essa lista é "reservada", mas admitiu que o diretor-executivo da PF, Rogério Galloro, é um dos nomes cotados.

Galloro é o favorito para assumir a direção-geral. A expectativa é que a troca ocorra até o mês de outubro. A decisão, no entanto, ainda passará por Temer.

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