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Ocupação da Câmara dá 'mais vontade' de aprovar privatizações, diz Doria

O plenário da Câmara continua ocupado na tarde desta quinta-feira (9), um dia após 70 integrantes de diversos movimentos sociais invadirem o espaço com bandeiras e cartazes

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10 AGO 2017Por Folhapress17h30
O plenário da Câmara continua ocupado na tarde desta quinta-feira (9), um dia após 70 integrantes de diversos movimentos sociais invadirem o espaço com bandeiras e cartazesFoto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O prefeito João Doria (PSDB) declarou nesta quinta-feira (10) que a invasão da Câmara Municipal de SP por integrantes de diversos movimentos sociais nesta quarta (9) só faz com que os vereadores tenham "mais vontade" de aprovar os projetos de privatização e concessão de equipamentos públicos elaborados pelo Executivo.

"Aumenta o nosso desejo, tanto do Executivo como do Legislativo, de seguir adiante no programa de desestatização e de privatização. Aliás, esse é o caminho que o Brasil precisa. Precisamos de um Estado mais eficiente, produtivo, menos gorduroso", disse o prefeito.

"Além de condenar a invasão, atitude típica daqueles que não são capazes de construir a democracia com diálogo, isso só aumentou a vontade dos vereadores que acreditam que esse programa é o melhor para São Paulo de seguirem em frente. Nenhum recuo."

Dois projetos de lei de desestatização já foram aprovados em primeira votação na Câmara. Um deles é conhecido como "pacote de desestatização" e trata da concessão de mercados, cemitérios, terminais de ônibus, entre outros. Outro diz respeito à concessão do Pacaembu.

Segundo previsão da prefeitura, ambos devem ser aprovados até o final de setembro.

O plenário da Câmara continua ocupado na tarde desta quinta-feira (9), um dia após 70 integrantes de diversos movimentos sociais invadirem o espaço com bandeiras e cartazes. A Casa aguarda resposta da Justiça ao pedido de reintegração de posse.

Além de manifestarem oposição aos projetos de privatização, o grupo exige a revogação das restrições impostas ao uso do passe livre estudantil. O benefício sofreu corte de oito embarques em 24 horas para até quatro embarques num período de duas horas em duas vezes ao dia.

A manifestação segue pacífica. Estão no local representantes do Movimento Juntos, UNE (União Nacional dos Estudantes), DCE (Diretório Central de Estudantes) da USP e Passe Livre.

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