Megaoperação contra pornografia infantil busca suspeitos em 24 estados

A ação integra a segunda fase da operação Luz da Infância e é coordenada pelo Ministério Extraordinário da Segurança Pública, que está sob o comando do ministro Raul Jungmann

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17 MAI 2018Por Folhapress09h34
Cerca de 2,6 mil policiais civis cumprem mais de 500 mandados de busca e apreensão dentro da operação Luz na Infância 2Foto: Arqujivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Policiais civis de 24 estados e Distrito Federal cumprem nesta quinta-feira (17) pouco mais de 500 mandados de busca e apreensão contra suspeitos investigados por disseminar conteúdo de pornografia infantil e pedofilia na internet.

A ação integra a segunda fase da operação Luz da Infância e é coordenada pelo Ministério Extraordinário da Segurança Pública, que está sob o comando do ministro Raul Jungmann.

Os suspeitos foram monitorados nos últimos quatro meses pela diretoria de inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública com base em dados coletados em ambientes virtuais.

As informações obtidas foram, então, passadas para as polícias civis de todos os estados, que instauraram inquéritos e pediram à Justiça autorização para executar os mandados de busca e apreensão que vieram à tona nesta quinta.

Cerca de 2.600 agentes estão nas ruas. Quem for pego com material pornográfico nos endereços monitorados é preso em flagrante e levado às delegacias de proteção à criança nos estados envolvidos.

Segundo primeiro balanço divulgado pela ação, só em São Paulo, os agentes buscam cumprir 166 mandados.

PRIMEIRA FASE

Na primeira fase da megaoperação, realizada em outubro do ano passado, os agentes prenderam 108 suspeitos em 24 Estados, além do Distrito Federal -Amapá e Piauí não participaram na ação porque não tiveram tempo hábil de concluir as investigações.

No total, foram identificados mais de 151 mil arquivos com conteúdo de pedofilia -cenas de sexo explícito com a participação de crianças- que eram compartilhados entre os suspeitos.

A lei diz que apenas armazenar esse tipo de material já configura crime. Os suspeitos tanto armazenavam quanto compartilhavam esse material. Em alguns casos, também o produziam.

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