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Juiz desconfia de médico e pede perícia em Garotinho, que recusa

O juiz alegou que o médico aparenta "falta de idoneidade" e, por isso, determinou o exame do ex-governador por um "profissional isento"

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22 NOV 2016Por Estadão Conteúdo11h00
Garotinho foi preso na quarta-feira, alvo da Operação Chequinho, da Polícia FederalFoto: Agência Brasil

O ex-governador Anthony Garotinho (PR) se recusou a ser examinado por uma equipe do Grupo de Apoio Técnico Especializado (Gate) do Ministério Público, enviada a mando do juiz eleitoral Glaucenir Silva de Oliveira, da 100.ª Zona Eleitoral de Campos dos Goytacazes, para avaliar seu estado de saúde. Ao decidir pela perícia do MP, o juiz alegou que o médico de Garotinho, o cardiologista Marcial Raul Navarrete Uribe, aparenta "falta de idoneidade" e, por isso, determinou o exame do ex-governador por um "profissional isento".

Ao verificar documentação fornecida pelos médicos, o MP constatou que Garotinho chegou ao hospital com 60% de obstrução na artéria coronária direita, o que motivou a angioplastia e a colocação de um stent. Nesta segunda-feira, 21, seu quadro era "estável", segundo o Quinta D’Or, e com boa evolução. O ex-governador está na Unidade Cardiointensiva, da qual poderá ter alta nesta terça, disse seu médico particular (o hospital não confirma a previsão), e passar a cumprir prisão domiciliar. À reportagem, Uribe disse que o ex-governador poderia ter tido um enfarte agudo fatal caso não tivesse sido transferido para o Quinta D’Or.

Garotinho foi preso na quarta-feira, alvo da Operação Chequinho, da Polícia Federal. O cumprimento de prisão domiciliar foi decidido pela ministra Luciana Lóssio, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Neste domingo, o programa Fantástico, da TV Globo, divulgou conversas em que Garotinho orienta seu advogado a procurar a ministra para falar em seu nome sobre um habeas corpus preventivo. Nesta segunda, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) cobrou "apuração imediata" do vazamento à imprensa das gravações. 

A decisão de Luciana deve ser levada para análise do plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em sessão ainda nesta semana.

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