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Após apagar grafites, Doria inaugura corredor verde na av. 23 de Maio

O prefeito prometeu pelo menos mais dois novos corredores verdes, mas não citou em quais avenidas

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05 AGO 2017Por Folhapress21h30
O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), inaugurou neste sábado (5) o que chamou de "maior corredor verde do mundo" na avenida 23 de Maio, na zona sulFoto: Cacalos Garrastazu/Fotos Públicas

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), inaugurou neste sábado (5) o que chamou de "maior corredor verde do mundo" na avenida 23 de Maio, na zona sul.

Formado por plantas instaladas em pequenos vasos nos muros da avenida, ele tem cerca de seis quilômetros de extensão e aproximadamente 11 mil m2 de jardins verticais.

As paredes verdes foram idealizadas na gestão passada, do prefeito Fernando Haddad (PT), como forma de compensação pela retirada de aproximadamente 800 árvores de uma área verde na região do Morumbi (zona oeste). A medida, que começou nas empenas de prédios do Minhocão foi intensificada na 23 já sob Doria.

Botânicos e ambientalistas dizem que a medida sozinha se mostra inócua para compensar a perda do verde.

A gestão, por outro lado, diz que a medida se soma ao plantio de árvores -serão 200 mil até o final do ano, promete o tucano- e não é tratada como forma única de compensar cortes.

Doria disse que todo o paredão foi financiado por empresas e que o projeto deixa a cidade "mais humana e mais feliz".

No início do ano, grafites expostos nos muros onde hoje estão as plantas foram apagados, medida que irritou artistas.

Dias após a mudança, o prefeito disse que houve erro de avaliação e anunciou que criaria um museu de arte a céu aberto. "Sete painéis de grafite estão preservados aqui na 23 de Maio", disse ele.

Idealizador do projeto dos paredões, Guil Blanche, do Movimento 90º, disse que 251 mil mudas plantadas serão irrigadas com água da chuva. "É um jardim de baixíssima manutenção e grande duração", explicou.

O prefeito prometeu pelo menos mais dois novos corredores verdes, mas não citou em quais avenidas.

Disse que em nenhum deles será usado dinheiro público, porém tampouco divulgou quais empresas já se apresentaram como patrocinadoras das próximas fases do projeto.

"O ganho urbanístico é imenso, porque não só contém a poluição, como o barulho", disse o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Gilberto Natalini.

Ele afirmou que já foram plantadas 60 mil árvores na cidade neste ano e que a meta é chegar a 800 mil até o final da gestão.

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